Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2021 |

Juiz eleitoral avalia o pleito que escolheu o prefeito e vereadores para os próximos quatro anos

Felipe Giora falou sobre boca de urna e eleições em meio a pandemia do coronavírus

Por Redação em 27 de Novembro de 2020

"O juiz eleitoral avaliou o processo eleitoral que escolheu prefeito, vice-prefeito e vereadores no dia 15 de novembro" (Foto: Arquivo A Semana)


No domingo, 15/11, ocorreram as eleições municipais. Foram nesse dia que os eleitores alvoradenses foram as urnas para escolher o prefeito, vice-prefeito e os 17 vereadores que governarão a cidade pelos próximos quatro anos. Devido à pandemia do coronavírus, desta vez o pleito ocorreu em novembro e com diversas mudanças para conter a doença. Entre elas esteve a ampliação do horário de votação, o uso de caneta, máscara e a não utilização da biometria.

Para fazer a avaliação do pleito, o Jornal A Semana conversou com o juiz eleitoral da zona 124, Felipe Giora. “Os servidores da Justiça Eleitoral, somados aos 1.658 mesários convocados, fiscais de partido, candidatos, brigada militar, guarda municipal e demais voluntários, trabalharam em conjunto, respeitando o protocolo de distanciamento e higiene recomendado pelo TSE, e entregaram aos eleitores de Alvorada um dia de votação com segurança e higidez”, salienta a autoridade.

Contudo, por mais que o processo tenha sido bem organizado, Alvorada teve uma abstenção de 36,6%. Do total de 132.361 eleitores aptos para votar, deixaram de exercer esse direito 36.648 – no ano de 2018, a abstenção foi de 17,14%. Giora explica que esse aumento pode estar relacionado, em especial, à parcela dos eleitores do grupo de risco de contágio pelo Covid-19 ou aqueles que, mesmo não sendo do grupo de risco, optaram por não votar temerosos de que pudessem ocorrer aglomerações.

Ele afirma que esse foi o maior impacto que a pandemia trouxe. Já sobre os outros votos que não foram válidos, o movimento foi diferente. “Quanto aos votos nulos e em branco, houve, na realidade, diminuição do número em relação às outras eleições, inclusive as municipais de 2016. Uma hipótese é a de que parcela dos que votaria nulo ou branco escolheu não votar em razão da pandemia”, explica o juiz eleitoral.

Já sobre a boca de urna – prática ilegal que ocorre no dia das eleições – o juiz explica que houve oito ocorrências no dia e que elas resultaram na instauração pela Polícia Militar de Termos Circunstanciados. Na terça-feira, 17/11, já foram realizadas as audiências preliminares perante os juízes eleitorais de Alvorada, tendo, parte delas, resultado em transações penais com o Ministério Público para pagamento de multa ou prestação de serviços à comunidade.

A avaliação feita por Giora é de que, com o amparo das recomendações e protocolos formulados pelos especialistas da infectologia e medicina consultados pela Justiça Eleitoral, e a conscientização da população em geral, foi possível realizar, com segurança, um evento de proporções gigantescas como as eleições municipais. Isso, segundo ele, garantindo-se do cumprimento do mandamento constitucional que impõe o voto direto, secreto, universal e periódico.

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