Segunda-Feira, 16 de Outubro de 2017 |

“Em 1997 nós tínhamos 50 leitos. Hoje nós temos 100 leitos”, se defende o diretor do Hospital

Comitiva da instituição participou da sessão desta terça-feira

Por Redação em 11 de Agosto de 2017

"Equipe técnica respondeu questionamentos dos vereadores" (Foto: Guilherme Wunder)


Respondendo a convocação da Câmara de Vereadores, a comitiva do Hospital de Alvorada esteve presente na sessão desta terça-feira, 08/08. As três autoridades responderam aos questionamentos do Legislativo, além de apresentar todo um panorama de dados e histórico do hospital.

Segundo a diretora, Soraia Colares, em 2016, o pronto-atendimento do Hospital de Alvorada atendeu 103.390 atendimentos. Deste número, 83% eram de cores azuis ou verdes, que são casos menos graves. Os azuis, por exemplo, significam que os seus casos poderiam ser atendidos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

“Neste mesmo período tivemos 6.898 internações, 2.500 partos e uma taxa de ocupação de 96% e, desse número de atendimentos, registramos 579 óbitos, isso dá 0,6% de taxa de mortalidade. É um número baixo e ainda temos que destacar que, deste número, tem gente que já chega a óbito no hospital. Isso diminui pela metade, se contarmos apenas casos aonde houve a internação”, salienta Soraia.

Já, até julho de 2017, a taxa de ocupação é maior, chegando a 108%. Neste período já foram atendidos 57.300 pessoas e ocorreram 4.500 internações. “Até agora tivemos 354 óbitos, sendo que metade desses já chegam mortos no hospital para atestarmos o óbito, principalmente nos finais de semana e na madrugada”, finaliza a diretora.

Conforme Carlos Grossini, desde o início da gestão do prefeito Sergio Bertoldi que não existe nenhum repasse por parte do município para a administração do hospital. Ainda segundo Grossini, o custeio do mesmo, por ano, é de 35 milhões de reais e o mesmo se sustenta através de recursos dos governos Estadual e Federal.

Grossini também falou sobre a infraestrutura do hospital, comparando desde o início dos anos 90, quando Alvorada realizava 2.200 internações por ano, enquanto hoje acontecem cerca de 6.800. “Em 1997 nós tínhamos 50 leitos. Hoje nós temos 100 leitos. Dentro das nossas possibilidades e dos nossos recursos, nós procuramos ampliar a capacidade do hospital. Não é o ideal, mas sim houve melhorias”, afirma.

Respostas ao Legislativo
Um dos questionamentos apresentados pela Câmara foi a ampliação do Hospital de Alvorada, que foi anunciada em evento realizado na gestão passada. Na época o ainda governador Tarso Genro, PT, confirmou 141 novos leitos para Alvorada, totalizando 240 leitos no hospital do município. Entretanto, segundo Grossini, não há previsão para a obra.

“Com relação à ampliação dos 240 leitos, o projeto já está concluído. Porém, esse projeto não depende apenas do hospital de Alvorada, pois viria de um recurso, através de repasse do Governo do Estado, e esse recurso não teve sequencia. Isso significa que o projeto não tem perspectiva de sair. Isso devido à falta de recurso para a construção e também para o custeio”, ressalta o gerente administrativo.

Para Carlos Grossini, existem cinco pontos que precisam ser aperfeiçoados para que o Hospital de Alvorada possa funcionar de maneira mais eficaz: ampliação da área física da emergência, a ampliação do centro cirúrgico, mais leitos adultos para a UTI, uma unidade de saúde mental e o tomógrafo computadorizado. Segundo Grossini, como administradores do hospital, a melhoria destes pontos beneficiaria tanto a instituição como também os alvoradenses.

Outro fator bastante questionado sobre a administração do Instituto de Cardiologia sobre o Hospital de Alvorada foi as contas públicas. Na oportunidade, Grossini aproveitou para explicar que o hospital é contratualizado com o Sistema Único de Saúde (SUS) e, por prestar esse serviço, ele recebe recursos do Estado e da União. Conforme o gerente ainda existe uma comissão de acompanhamento deste contrato, que conta com membros da Secretaria de Saúde, do Conselho Municipal de Saúde e da 2º Coordenadoria Regional da Saúde, que avaliam periodicamente o cumprimento das metas quantitativas e qualitativas do hospital.

“Além disso, a própria Secretaria Estadual de Saúde recebe a prestação de contas, com os repasses que são feitos, com os documentos de cada despesa, acompanhado da produção de serviços. Isso porque, nos 18 anos que estivemos aqui, todas as nossas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas”, afirma Grossini.

Além disso, outras demandas como a colocação de um técnico de enfermagem no acolhimento, a agressividade e falta de sensibilidade dos seguranças do local, uma ouvidoria com espaço físico e funcionário dentro do hospital e o atendimento mais humanizado por parte da instituição também foram abordadas. Nestes casos, Carlos Grossini afirmou que tais melhorias serão levadas adiante e discutidas entre o grupo gestor do hospital.

COMENTÁRIOS ( )