Sexta-Feira, 19 de Janeiro de 2018 |

A importância do PEP na prevenção da transmissão da AIDS

Proposta do tratamento é reduzir os riscos de se contaminar com o vírus após a exposição

Por Redação em 22 de Dezembro de 2017

"A profilaxia pós-exposição sexual é uma alternativa no combate a propagação da doença" (Foto: Guilherme Wunder)


São diversas as formas de se transmitir AIDS, como sexo sem o uso de preservativo, compartilhamento de seringas ou, em caso de gravidez, da mãe para o filho, seja na própria gestação, no parto e na amamentação. Porém, existem diversas formas de se tratar e prevenir para que não se corra o risco de contrair a doença, que ainda não tem cura, mas tem tratamento. Uma destas alternativas é a profilaxia pós-exposição sexual (PEP).

Essa reportagem dá sequência na série de matérias de conscientização do Dezembro Vermelho. O objetivo segue com o mesmo que o mês se propõe a discutir: a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS. Para isso, foi conversado com especialistas e pessoas que já realizaram o tratamento para sanar suas dúvidas sobre a contaminação, ou não, da doença.

PEP Sexual

A profilaxia pós-exposição sexual (PEP) é conhecida como uma medida de prevenção que consiste no uso de medicamentos até 72 horas após a relação sexual para reduzir o risco de transmissão do vírus HIV. Esse tratamento é utilizado quando ocorre alguma falha no preservativo. Entretanto, a eficácia deste método diminui conforme o tempo passa. Por isso que é indicado que, horas após a relação sexual, já se procure um posto de saúde.

A PEP é indicada apenas em situações excepcionais em que ocorre alguma falha ou em casos de violência sexual. Isso significa que ela não poder ser utilizada em qualquer momento e nem substitui métodos de segurança na hora do sexo, como o uso de preservativo. Segundo pesquisadores, o uso sucessivo deste tratamento pode inclusive causar efeitos colaterais.

Para saber um pouco mais sobre o tratamento que foi entrevistado Paulo Silveira (nome fictício), que teve fez o tratamento da PEP e recebeu alta nesta semana. Segundo ele, isso aconteceu devido a uma relação sexual onde o preservativo acabou estourando e ele ficou desconfiado, mesmo que a parceira sexual tenha dito que não tinha o vírus.

Pensando em fazer o tratamento – Silveira já havia feito testes rápidos outras vezes – que o alvoradense procurou o PAM-8, no centro da cidade. Essa preocupação em ser contaminado pelo vírus tem um motivo: sua mãe contraiu o vírus recentemente e o medo de que o mesmo aconteça com ele faz com que a preocupação e a procura pelo tratamento adequado tenham sido tão eminentes.

Silveira conta que, após essa relação sexual ele já procurou o setor de doenças sexualmente transmissíveis para fazer esse tratamento. “Fiz os primeiros 28 dias, voltei aqui e não tinha nada. Agora completei 60 dias e também não apareceu nada. Todo o processo eu fiz normalmente. Eu estava bem receoso em ter pegado o vírus, pois foi a primeira vez que isso aconteceu comigo”, explica o alvoradense.

Uma das maiores preocupações de Silveira era o efeitos colaterais do medicamento. Isso porque ele fez o tratamento todo sem contar nada para ninguém. Entretanto, segundo ele, nada de anormal foi notado pela família. “Eu notei que meus olhos estavam um pouco amarelados, mas nada que tenha gerado preocupação em casa ou no trabalho. Não tive nenhuma reação alérgica e nem nada”, finaliza o paciente.

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