Sexta-Feira, 27 de Novembro de 2020 |

Alvorada supera os cinco mil casos confirmados de coronavírus e número de óbitos sobe

Nos últimos três dias foram 15 alvoradenses que perderam a vida para a pandemia

Por Redação em 06 de Novembro de 2020

"Painel foi organizado por Ibre, FGV e jornal Valor" (Foto: Reprodução)


Nessa semana Alvorada sofreu com o aumento substancial de mortes por causa do coronavírus. Desde terça-feira, 03/11, foram confirmados 15 óbitos na cidade por causa da doença. O número é o equivalente as semanas entre 17 23 de julho e de 24 a 30 de julho, que foram picos de óbitos desde o início da pandemia. Contudo, dessa vez esse número foi alcançado em três dias.

Com esse número, Alvorada chega em 177 óbitos causados pela pandemia do coronavírus. Além disso, o município também ultrapassou a marca de cinco mil contaminados pela pandemia. Nessa semana foram 173 casos contabilizados, totalizando assim 5.017 casos em Alvorada. O boletim epidemiológico da Prefeitura com o número de hospitalizados e em recuperação não foi divulgado.

Governo do Estado

A pandemia de Covid-19 trará diversas consequências, e o poder público deverá passar por grandes desafios para atender às novas necessidades que se impõem. Com o intuito de ouvir o que já vem sendo feito e quais os novos instrumentos que serão buscados para superar esse quadro de crise fiscal, foi realizado o webinar “Os impactos da pandemia na gestão pública”.

O secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, foi um dos painelistas. Segundo ele, estamos vivendo uma das maiores crises e há grupos de impactos que se relacionaram no governo. O primeiro é o impacto social, com o aumento do desemprego e uma demanda maior por serviços públicos. O segundo é o de atividade econômica com milhares de empresas fechando e o governo central altamente endividado.

Outro impacto é de gestão pública. A escassez de recursos combinada com os três níveis de governo com grande comprometimento fiscal cria a necessidade, de acordo com o secretário da Fazenda, de construir um programa de políticas públicas que tenha qualidade e medição de impactos, sem desperdiçar os recursos públicos e sem sobreposição de ações.

Assembleia Legislativa

O coordenador geral da Rede Brasileira de Cooperação em Emergências (RBCE), Armando de Negri Filho, criticou o fechamento dos leitos hospitalares para tratamento da Covid-19 no Brasil, em plena pandemia, e com o número de casos em uma crescente. O médico, especialista em emergências e doutor em Políticas e Sistemas de Saúde, disse que esses dados publicados na imprensa hoje são muito preocupantes.

Na sua exposição, Armando Filho lembrou que todas as habilitações de leitos para Covid-19 foram temporárias. Encerrado o prazo de habilitação, o Ministério da Saúde deixa de aportar recursos para manter estes leitos. A notícia sobre o fechamento acontece na semana em que o RS volta a ter UTIs lotadas em algumas regiões com novos casos da doença.

O médico oficializou o convite aos parlamentares titulares da Comissão de Saúde para participação no I Congresso Brasileiro de Política e Sistemas de Atenção às Urgências e Acesso Hospitalar, que está sendo realizado pela RBCE. De acordo com o especialista, o Brasil deve aproveitar este momento da pandemia para debater uma reforma da estrutura hospitalar. Ele lembrou que a estrutura brasileira é um arranjo de pré-SUS.

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