Domingo, 17 de Janeiro de 2021 |

Após nove meses de pandemia, Alvorada supera as 200 mortes pelo coronavírus

Já os casos confirmados já ultrapassaram os 6.700 contaminados pela doença

Por Redação em 11 de Dezembro de 2020

"Leite informou que está negociando a compra de vacinas" (Foto: Divulgação)


O Governo do Estado divulgou na tarde de quinta-feira, 10/12, o seu mais recente boletim epidemiológico da pandemia do coronavírus. Assim é possível averiguar que Alvorada está com 6.735 casos confirmados desde a primeira quinzena de março, quando foi confirmado o primeiro paciente alvoradense. Além disso, já são 202 óbitos causados pela doença.

Nessa semana foram confirmados mais 412 casos. Isso é mais do que na última semana, quando foram 343 pacientes contaminados em sete dias. O número de óbitos também subiu. Enquanto na última semana haviam sido confirmadas quatro vítimas da pandemia, nessa semana o número aumentou para oito. Os dados de pacientes recuperados, isolados e hospitalizados não foi mais divulgado pela Prefeitura.

Decreto da Prefeitura

A Secretaria de Saúde (SMS) publicou uma nota durante a semana sobre o processo de testagem do coronavírus, onde é ressaltada a grande demanda de testagem. Por causa disso, foi optado por coletar exames RT-PCR prioritariamente em pacientes sintomáticos respiratórios que tenham mais de 60 anos, sejam portadores de doenças respiratórias, gestantes, trabalhadores de lares de idosos e de serviços de saúde.

A nota esclarece ainda que todos os sintomáticos respiratórios continuarão recebendo atendimento no Centro Intermediário de Saúde. A Prefeitura também reforçou a obrigatoriedade do isolamento social pelo período indicado pelo médico. Caso os sintomas ultrapassem os dez dias, é necessário retornar para fazer uma nova avaliação clínica ou procurar a emergência hospitalar.

Vacinação

Depois de uma reunião de três horas com o ministro da Saúde, o governador Eduardo Leite fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais para esclarecer questões acerca do processo de vacinação contra o coronavírus. Embora tenha manifestado confiança na liderança do Ministério da Saúde no processo de aquisição e de distribuição das doses, Leite garantiu que o Estado não fugirá da responsabilidade.

Na transmissão, que contou com a participação da secretária da Saúde, Arita Bergmann, Leite resumiu os detalhes apresentados por Pazuello durante a reunião. Por parte do governo federal, há um memorando de entendimento com a vacina da ASTRAZENECA/Oxford, cujo contrato prevê a disponibilização de 100 milhões de doses para o Brasil no primeiro semestre de 2021, ao custo de US$ 3,75/dose.

Além disso, o Brasil faz parte de um consórcio entre países, com participação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Covax Facility, que reúne nove farmacêuticas. O Ministério da Saúde também tem um memorando de entendimento por meio da adesão ao processo de desenvolvimento da vacina que prevê a aquisição de outras 42 milhões de doses.

Para que qualquer uma dessas vacinas seja aplicada na população brasileira, é preciso que sejam registradas e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A ASTRAZENECA/Oxford e a Coronavac, vacinas produzida pelo Instituto Butantan, vinculado ao governo de São Paulo, já estão em fase de entrada de documentação para registro. O prazo de aprovação pode ser de até 60 dias.

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