Domingo, 27 de Novembro de 2022 |

Familiares de Roger Marques promovem ações para arrecadar recursos e custear tratamento

Alvoradense sofreu um acidente de trabalho em julho deste ano e, desde então, segue em recuperação

Por Redação em 18 de Novembro de 2022

"A fisioterapia está sendo realizada na PUC/RS" (Foto: Divulgação)


Roger Marques mora no Bairro Americana. É casado e tem três filhas. Um homem jovem de 28 anos e com toda uma vida pela frente. Contudo, há alguns meses atrás, o medo de seus familiares era de que o pior pudesse ter acontecido. Isso porque, em julho deste ano, enquanto trabalhava, sofreu uma descarga elétrica e teve três paradas cardiorrespiratórias – ficando mais de 80 dias na UTI.

Desde então, Marques é um paciente acamado e que faz uso de gastrostomia, traqueostomia e fraldas. Contudo, segundo a esposa Paula Estraich, tanto os médicos quanto os familiares estão esperançosos na recuperação. “Os médicos dizem que ele tem alguma consciência, pois parece reconhecer vozes familiares e nos observa quando falamos com ele”, relata a jovem.

Segundo ela, hoje Marques recebe o acompanhamento de assistência médica domiciliar devido ao convênio com a empresa que trabalhava quando ocorreu o acidente. Esse convênio prevê inclusive fisioterapia, mas Paula explica que essas atividades feitas em casa servem para que os músculos não atrofiem e a neurologista que acompanha o acamado explicou que seria importante realizar fisioterapias neurofuncionais.

Esse tratamento é feito na PUC/RS, mas a família não tem como arcar com os custos do tratamento e de locomoção até o local. Foi por causa disso que se optou por ações solidárias. “Estamos tentando negociar para que a empresa pague esse tratamento, mas enquanto não temos resposta da empresa e não se desenrola esse processo, temos que correr atrás para que ele não pare o tratamento tão necessário”, pondera Paula.

A pressa em iniciar o tratamento – e conseguir mantê-lo – é porque os médicos explicaram para a família que os primeiros seis meses após o acidente são os principais para a sua reabilitação. Hoje a família gasta R$ 200 por sessão de fisioterapia neurofuncional e R$ 380 para o transporte. Com isso, são mais de R$ 12 mil por mês. Por causa disso, muitos tem ajudado a família.

Paula relata que o apoio vem vindo de familiares, amigos e desconhecidos e que isso vem sendo primordial. “Essa ajuda é muito importante para nós e para que o Roger não interrompa o tratamento, pois como já falamos é de suma importância o tratamento dele nos primeiros seis meses do acontecido, isto nos primeiros seis meses, mas essas fisioterapias serão algo constante na sua rotina”, encerra Paula.

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