Sexta-Feira, 07 de Outubro de 2022 |

Geovana Costa fala sobre como foi vencer dois tipos de câncer ao mesmo tempo

A moradora do Bairro Porto Verde concluiu o tratamento em outubro do ano passado

Por Redação em 29 de Julho de 2022

"Em julho completou um ano que Geovana terminou as sessões de quimioterapia" (Foto: Divulgação)


Geovana Costa tem 41 anos e é moradora do Bairro Porto Verde. É empreendedora – tem um estúdio de beleza – e, nos últimos dois anos, enfrentou uma das maiores batalhas de sua vida: lutar contra dois tipos diferentes de câncer no mesmo período. Desde outubro do ano passado ela concluiu o tratamento e venceu a doença que preocupa e assola milhares de pessoas.

Por trás da história

A alvoradense conta que, em 2020, no início da pandemia do coronavírus, foi fazer o seu exame Papanicolau – teste realizado para detectar alterações nas células do colo do útero. O resultado apresentou uma alteração e isso gerou angústia nela e na família – ela é casada e mãe de dois filhos. Após uma nova bateria de exames foi apontado que Geovana tinha uma lesão pré-câncer no colo do útero e precisaria fazer uma operação.

Além da apreensão pela cirurgia, a vida de Geovana apresentou outros percalços. Ela perdeu o pai e o filho mais velho saiu de casa. Foi nesse período que ela descobriu uma íngua em sua axila. A preocupação aumentou e, em agosto, ela foi chamada pelo SUS para consulta e marcação de cirurgia para tirar a lesão que havia sido encontrada. Ela mostrou a íngua para a médica e foi solicitada a ecografia.

Ela conta que havia feito há oito meses o exame, mas acabou repetindo por prescrição médica. “Marquei a ecografia e no dia do exame a doutora achou a íngua e mais dois módulos na mama, aí me solicitou uma biópsia. Neste meio tempo já era setembro e eu ia fazer a tirada da lesão do útero, pois segundo os vários médicos que consultei seria bem tranquilo, só a retirada da lesão mesmo, me tranquilizei”, relata a cabeleireira.

Feita a cirurgia e com o resultado da biopsia da mama foi descoberto: Geovana estava com câncer de mama. “Meu mundo desmoronou, pensei na morte de imediato, chorei. Busquei informações de pessoas que haviam falecido com está doença, as quais eu conhecia e eram duas. Quis saber tudo”, conta a alvoradense, que só depois começou a pensar em quem sobreviveu e estava vivendo normalmente.

O que ela não esperava é que, em novembro de 2020, seria descoberto uma nova doença. “Fui confiante de que realmente não era nada, que estava resolvido, quando me veio a notícia de uma médica apavorada. Me disse que nunca tinha visto isso em 20 anos de hospital: a notícia era de câncer no colo do útero, o qual provavelmente não poderia operar. Meu mundo caiu”, desabafa Geovana.

Com isso, ela teve de desmarcar as sessões de quimioterapia para o câncer de mama para avaliar o que seria feito primeiro. Uma ressonância da pelve não acusou nada e a médica optou por fazer a operação. O tratamento teve início em dezembro daquele ano. Já em janeiro ocorreu a retirada do útero, ovários e todo o aparelho reprodutivo – e depois disso iniciado o tratamento.

Tratamento esse que já começou no mês seguinte e percorreu cerca de seis meses de 2021. “Neste momento eu só tinha uma certeza, que precisava me curar. Começamos em fevereiro as sessões de quimioterapia para o câncer da mama. Foram 16 sessões. Com elas veio a queda de cabelo, os enjoos e o resultado da retirada do útero. Estava livre. Menos um”, enfatiza a cabelereira.

Doença superada

Alguns meses depois, o tratamento chegou ao fim. Em julho de 2021 acabaram as sessões de quimioterapia e, em outubro do mesmo ano, as sessões de radioterapia. “Faz um ano que eu digo que venci. Até hoje pesa quando digo que tive dois tipos de câncer em meio a pandemia, mas eu tive e eu venci. Graças a minha fé, a fé da minha família e o apoio do meu marido, tudo passa”, finaliza Geovana.

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