Terça-Feira, 20 de Fevereiro de 2018 |

Hospital de Alvorada completa 20 anos sob comando da Fundação Universitária de Cardiologia

Ao longo deste tempo o lugar contabiliza mais de 100 mil internações e quase dois milhões de atendimentos de urgência e emergência

Por Redação em 02 de Fevereiro de 2018

"Hospital foi entregue à FUC quando Antonio Brito (PMDB) era ainda governador e Stela Farias (PT) a prefeita de Alvorada" (Foto: Divulgação)


No dia 19 de janeiro de 1998 a Fundação Universitária de Cardiologia (FUC) assumiu a gestão do Hospital de Alvorada, que havia sido inaugurado como Hospital Municipal em meados de 1985 tendo a cogestão entre o município e estado.

De acordo com o diretor do Hospital de Alvorada, Carlos Alberto Faraco Grossini, o primeiro paciente foi atendido exatamente às 13h de uma segunda-feira, onde que ao longo deste tempo o local passou a disponibilizar o dobro de leitos que antes era de 50, se tornando referencia no atendimento materno infantil.

Atendimentos

Segundo Grossini, atualmente o Hospital conta com 380 funcionários e tem o repasse financeiro de R$ 38.400 milhões anuais, recursos repassados pelo governo do Estado à FUC que por sua vez destina ao Hospital de Alvorada. Segundo Carlos, atualmente há um empate técnico no valor recebido e gasto para manter a instituição.

Neste tempo o local acumula 102 mil internações, 1.985.400 atendimentos de urgência/emergência no pronto atendimento, 2.618.800 exames complementares para diagnósticos e 41.680 partos.

Melhorias e ampliações ao longo dos anos

No mesmo ano em que a FUC iniciou a gestão do Hospital de Alvorada, foram ativados 50 leitos e concomitantemente a isso iniciaram a obra na unidade de alojamento conjunto com 28 leitos para atenção exclusiva às gestantes. A obra foi concluída no final de 1998 e começou a operar em 1999. Assim, a época o Hospital passou a ter 78 leitos.

Já em setembro de 2001 foi inaugurada a UTI neonatal, tendo 10 leitos para tratamento intensivo e seis leitos de pacientes intermediários. “A partir da inclusão da inauguração da UTI neonatal nós pudemos reter as gestantes que chegavam aqui com risco de terem bebes prematuros o que antes era transferido para outro hospital”, fala Grossini.

De 2001 a 2007 não houve nenhuma ampliação, mas alguns aprimoramentos foram realizados no complexo. “Colocamos mais aparelhos de ecografia, trocamos o aparelho de raio x e ampliamos a oferta para exames de analises clinicas”, explica.

No ano de 2008 começaram as obras para ampliação do centro de parto normal, finalizando em 2009 com oito leitos de atenção à gestante e sendo inaugurado no inicio de 2010.

De acordo com Grossini, de 2010 a 2018 não houve nenhuma ampliação da estrutura. No entanto em 2014 foi implantado a classificação de risco na urgência e emergência, onde o protocolo de Manchester foi adotado. “Esta implantação e o aprimoramento deste protocolo está nos permitindo focar a atenção na média complexidade porque o hospital dentro da estrutura do sistema de saúde, especialmente o Hospital de Alvorada, é um instrumento que deve atuar na média complexidade e não na atenção primária. Então assim, estamos conseguindo reverter o a tendência de volume de atendimentos no pronto atendimento”, explica.

Projetos para o futuro

Carlos ainda falou que há um projeto para instalação de mais 240 leitos em um prédio de quatro pavimentos, sendo que serão instalados 60 leitos por pavimento gradualmente. “Este recurso chegou a ser prometido, parte dele foi repassado para o Instituto de Cardiologia, o valor chegou a ficar guardado numa conta e em função de não poder dar sequência ao processo. O governo do Estado pediu que este valor fosse devolvido com correção monetária o que aconteceu no ano de 2016”, disse ele. O projeto contemplaria 8402 m2.

Ainda, Carlos disse que é preciso ampliar a área física de urgência e emergência e também o centro cirúrgico e áreas de apoio para a cirurgia. “A nossa emergência está, mesmo com a diminuição dos atendimentos, numericamente falando, a complexidade que estamos atendendo ali tem aumentado e a complexidade precisa de um lugar melhor para podermos acomodar os pacientes, para dar uma melhor condição de atendimento”, finaliza.

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