Quinta-Feira, 19 de Outubro de 2017 |

Hospital pode voltar a restringir atendimentos por superlotação

De acordo com a instituição numero de pacientes é maior por falta de atendimento nas unidades básicas de saúde

Por Redação em 21 de Julho de 2017

"Restrição já havia ocorrido na semana passada, quando a taxa de ocupação de pacientes chegou a 450% a mais" (Foto: Matheus Pfluck)


Há mais de uma semana, o Hospital de Alvorada está com os atendimentos suspensos por conta da superlotação de pacientes que ocorre desde a quarta-feira, 12/7. De acordo com a diretora técnica da instituição, Soraya Malafaia Colares, até à tarde desta quinta-feira, 20/7, a instituição estava atendendo o dobro do número de vagas disponíveis. “Estamos com 14 pacientes para uma capacidade instalada de seis”, relata.

No entanto, conforme ela, desde o sábado, 15/7, o Hospital não está restringindo atendimentos, mas conforme aumente a gravidade dos enfermos internados no Pronto Atendimento Adulto, poderá haver nova restrição para pacientes com pulseiras azuis e verdes.

A diretora ainda lembrou que esta restrição já havia ocorrido na semana passada. “Nós temos seis leitos para adultos graves e chegamos a ter 27 pacientes, ultrapassando em 450% a taxa de ocupação”, lembra.

A pulseira azul representa saúde estável; nesse caso o paciente poderia ser atendido na rede básica de saúde. A média de tempo de espera são seis horas. A pulseira verde equivale a situações em gravidade, mas que também poderiam ser atendidas em uma UBS. O atendimento se dá em duas ou três horas após a triagem.

No caso da pulseira amarela, o paciente está em uma situação de menor gravidade e será atendido entorno de uma hora. Já a pulseira laranja representa situação grave e de urgência, com atendimento em cerca de uma hora após triagem. E as pulseiras vermelhas são destinadas a pacientes em situação de emergência que necessitam de atendimento imediato.

Soraya acredita que boa parte dos atendimentos realizados no Hospital é de pessoas com pulseiras azul e verde, que poderiam ser atendidos na rede básica. “O percentual de fichas verdes e azuis é mais de 80%, sempre foi alto” fala. Desta forma a instituição está atendendo o que não é de sua competência, acarretando no aumento no tempo de espera.

Um destes vários casos ocorre com a Milena Beatriz de Paula Oliveira que tem fortes crises de asma e deveria ser atendida na UBS Maringá que fica mais perto da sua residência. “Nem vou lá porque nunca sou atendida e quando vou eles marcam uma consulta com clinico para até dois meses depois, esse meu caso não adianta porque não me atende”, reclama.

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