Terça-Feira, 20 de Fevereiro de 2018 |

Mesmo com a diminuição do repasse da União para a SMTASC, serviços devem ser mantidos

Segundo o secretário Alexandre Lobão, houve uma redução de 83% no valor que seria destinado para os municípios

Por Redação em 19 de Janeiro de 2018

"Impacto no corte dos recursos vindos da União podem afetar serviços no próximo ano" (Foto: Matheus Pfluck)


No final do ano passado, a reportagem do Jornal A Semana questionou o secretário de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (SMTASC), Alexandre Lobão, sobre os recursos utilizados na locação de veículos. Na época, o titular da pasta salientou que aquele recurso era destinado para serviços como locação de carros e não poderia ser colocado na aquisição de novos automóveis.

Contudo, na época, o titular da pasta salientou que existia a possibilidade de essa realidade mudar e prejudicar os serviços prestados pela SMTASC, através dos centros de Referência em Assistência Social (CRAS) do município. Isso poderia acontecer porque existia uma sinalização do Governo Federal de que haveria uma redução no valor dos repasses destinados para a assistência social dos municípios.

Recentemente foi votado e aprovado o orçamento para 2018 do Governo Federal e, para saber como ficará os serviços prestados pela SMTASC que a reportagem do Jornal A Semana voltou a conversar com o secretário Alexandre Lobão. Isso porque, segundo ele mesmo ressaltou em entrevista, houve uma redução de cerca de 83% no valor dos repasses para todos os municípios – esse valor ainda não está dividido por cidade.

Segundo ele, ainda não é possível saber qual será o corte de Alvorada, pois o orçamento não deixa explicito quanto será reduzido para cada município, mas sim o valor geral para todo o país. Contudo, por mais que a diminuição nos valores do repasse tenha sido tão expressivos, Lobão deixa claro que poderia ter sido pior. “A previsão era de um corte de quase 100% dos valores. Ou seja, os recursos da União reduziriam muito”, salienta o titular da pasta.

Entretanto, conforme o próprio secretário explica, mesmo com a redução, não haverá nenhum serviço sendo prejudicado ou interrompido em 2018. Porém, para o ano seguinte, os riscos são altos. “Neste ano nós ainda não vamos sentir esse impacto, porque nós nos preparamos para que, neste primeiro ano, não a Secretaria não seja prejudicada. Agora, para 2019 sim corremos o risco de ter algum trabalho sendo remanejado. Neste ano nós vamos conseguir tocar todos os serviços sem nenhum problema, mas o próximo ano será impactado”, ressalta Lobão.

O técnico em contabilidade da SMTASC, Marcos de Christo, salienta que só foi possível manter os trabalhos em 2018 porque havia recursos de 2016 que o município ainda não tinha recebido e que só chegaram aos cofres públicos no final do ano passado, fazendo com que fosse possível remanejar os valores para este ano. “Têm coisas que estavam atrasadas e que só chegaram para a gente em dezembro do ano passado. Conforme foram vindo essas parcelas, nós fomos avaliando os serviços prestados”, ressalta o servidor público.

Além disso, conforme Lobão ressalta, houve uma avalanche de recursos que só chegaram à SMTASC em dezembro, mas estavam sendo aguardados desde muito tempo. Contudo, como os serviços prestados já estavam pagos, o município pode destinar esse recurso para ser utilizado em 2018, fazendo assim com que o baque do corte de 83% não fosse tão impactante neste ano. “Com isso, poderemos manter os serviços prestados pela Secretaria”, justifica o secretário.

Porém, para o contador Christo, se no final do ano, quando for planejado o orçamento para 2019, não houver um aumento significativo, será muito difícil manter todos os serviços. “Com certeza os trabalhos aqui serão reavaliados e prejudicados. Isso porque não teremos recursos pendentes, que nem tínhamos em 2017 para suprir a falta de verba do ano seguinte”, finaliza o servidor.

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