Sábado, 16 de Dezembro de 2017 |

Moradores enfrentam problemas com poeira na Rua Alberto Pasqualini

Conforme Corsan, cronograma prevê o termino das obras no dia 4 de agosto

Por Redação em 28 de Julho de 2017

"Mesmo que funcionários tenham feito lavagem da rua, moradores reclamaram das poças de água que ficaram" (Foto: Divulgação)


Desde o dia 12 de junho, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), está realizando escavações para implantação do sistema de esgotamento sanitário (SES) em algumas vias da cidade. Uma destas é a Rua Alberto Pasqualini, no bairro Americana, onde moradores estão enfrentando problemas com o acumulo de poeira.

A rua, que anteriormente era asfaltada, deve voltar ao seu normal até o dia 04 de agosto, quando o cronograma de repavimentação será concluído, conforme a Corsan.

Entretanto, ao menos três crianças apresentaram algum tipo de alergia e tiveram que ser encaminhadas para o Hospital, como foi o caso dos filhos de Marcia Helena e Monique Machado. “Ela tem que viver na base de remédio e, inclusive, um dos remédios que ela toma custa 80 reais. Ela está sempre tossindo e com o nariz escorrendo. Quando não tinha essa obra e poeira ela estava bem”, relata. Segundo a mãe, o médico da criança disse que a alergia da menina piorou com a grande quantidade de poeira na via.

Além de Monique, os filhos de Marcia também sofreram com o mesmo problema, no qual uma das crianças teve que ficar internada por sete dias no Hospital, quando passou para uma bronquiolite. “A noite, quando os carros começam a passar, levanta uma poeira que a gente não consegue respirar. Fica aquele pó e, mesmo quem não tem alergia, quando começa a entrar aquela poeira para a garganta de uma maneira que temos de entrar para casa”, reclama.

Outro morador que está enfrentando problemas é Leandro Baumgarten, que trabalha como UBER. Segundo Baumgarten, seu carro tem que estar limpo para buscar clientes. Porém, em muitos casos, quando chega ao lugar e o passageiro observa que o veículo não está limpo a viagem acaba sendo cancelada. “Eu posso deixar o carro brilhando de manhã cedo que são cinco minutos na frente de casa e ele está podre. Os usuários querem o carro limpo, então eu acabo tendo que parar um pouco. Só que é inviável eu parar a cada vez que passo aqui, por causa da poeira. Hoje em dia não é possível manter ele limpo”, fala. Ainda, ele disse que acaba tendo que deixar de trabalhar. “Antes eu fazia uma média de R$ 150,00 por dia e hoje estou deixando de arrecadar a metade”, lembra.

Em contato com a Assessoria de Imprensa da Corsan, nos foi informado que, devido ao pavimento degradado existente na via, não foi possível passar a vassoura mecânica, pois acarretaria no desagregamento do revestimento. O procedimento normal de passar caminhão pipa não surtiu efeito, pois a poeira ficou entre as irregularidades do pavimento. Assim, na quarta-feira, 26/7, foi iniciada uma lavagem da rua com hidrojato e varrição manual. Ainda, segundo a Estatal, a ação minimizou o problema momentaneamente e será mantido o controle do pó até que as obras finalizem, com passagem do caminhão pipa e, se necessário, nova lavagem.

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