Quarta-Feira, 21 de Abril de 2021 |

Primeiro caso de coronavírus de Alvorada completa um ano e relata mudanças de hábitos desde então

Maiara Mangoni esteve em Portugal no início de 2020 e, quando retornou ao país, estava contaminada pela doença

Por Redação em 19 de Março de 2021

"A jovem teria se contaminado no início do ano passado, quando passou as férias com a família em Portugal" (Foto: Arquivo Pessoal)


Sexta-feira, 19/03. Nesse dia faz um ano que a Secretaria de Saúde (SMS) confirmou o primeiro caso de coronavírus no município. Tratava-se de Maiara Mangoni, hoje com 27 anos, que mora no Bairro Passo do Feijó. Ela contraiu o vírus em 2020, após tirar férias com a família e viajar para Portugal. Na época, em entrevista sem revelar seu nome, ela informou que não sabia se tinha contraído a doença durante a viagem ou no aeroporto.

Agora, um ano depois, ela explica que sempre quis falar sobre a doença por achar que era importante explicar o que estava acontecendo, mas que sempre teve receio de como as pessoas a tratariam. “A lição negativa seria as pessoas nos julgarem muito, em um momento delicado que tínhamos poucas informações da doença, as pessoas nos culpavam em redes sociais”, confessa a alvoradense.

Contudo, apesar desse ponto negativo no período em que esteve contaminada (entre os dias 19 e 29 de março), ela afirma que também foi surpreendida pela reação de algumas pessoas. “A lição positiva seria a amizade de pessoas que não eram tão próximas e se colocavam sempre à disposição para alguma ajuda de mercado e farmácia”, enfatiza Maiara.

Na época, ela permaneceu em isolamento junto de seus pais, que também fizeram a viagem para Portugal. Os sintomas que apareceram nela foram de uma gripe: febre, dor de garganta e de cabeça; mas ela mesmo explica que nenhum deles foi agressivo. Contudo, ela acredita que o isolamento é muito importante e, por causa disso, iniciou sua quarentena antes mesmo dos resultados do teste.

Hoje ela conta que não ficou com nenhuma sequela da doença e afirma que não esperava que, um ano depois, o Brasil estaria nesse nível de contágio. Tanto é que as mudanças são visíveis até hoje. “Acredito que não só a minha rotina; mas a de todos mudaram, nós fomos para uma viagem em família e no retorno tudo mudou. O uso de máscara, álcool gel, higienização das coisas de mercado”, ressalta a jovem.

Em abril, quando ela recebeu alta, foi muito enfática em dizer que o isolamento social é o principal aliado para combater o vírus e as pessoas devem ficar em suas casas, manter-se o mais afastadas umas das outras. Isso porque, por mais que os sintomas possam demorar a aparecer, algumas pessoas vão ter sintomas tão leves que não vão saber que estão com o vírus.

Hoje, um ano após ter sido contaminada, ela segue acreditando nisso. Tanto é que renunciou à sua vida social e trabalho de casa. Entre os motivos está o medo de ser contaminada de novo. “Como não sabemos muito ao certo tudo que essa doença pode causar, não sei se eu contrair novamente ela eu teria os mesmos sintomas ou se poderia ficar pior”, pondera a alvoradense.

Por isso, mesmo depois de um ano, ela ainda alerta as pessoas sobre a doença. Tanto é que esse é o recado que ela deixou ao final da entrevista quando questionada sobre a pandemia. “Que a doença é real, que não precisa alguém próximo contrair para você começar a se cuidar ou acreditar nela. E para as pessoas terem reciprocidade, pensarem no próximo e continuar utilizando máscara”, finaliza Maiara.

COMENTÁRIOS ( )