Sábado, 22 de Julho de 2017 |

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência está atendendo em nova base

Mesmo com troca, SAMU da cidade sofre com vários problemas há anos

Por Redação em 23 de Junho de 2017

"Local dispõe de salas e amplo espaço para os funcionários" (Foto: Matheus Pfluck)


Desde o início desta semana, o Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da cidade, está em novo endereço. Entretanto, de acordo com o responsável técnico do serviço, o enfermeiro, Luciano Aguiar Fernandes, há alguns anos, o Samu apresenta diversos problemas como falta de ambulâncias, médicos responsáveis e outros.

Novo endereço

Após ter ficado por mais de cinco anos na Avenida Maringá, perto do Hospital de Alvorada, as equipes estão realocadas junto a Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) na Avenida Wenceslau Fontoura. Conforme o enfermeiro, uma portaria do Ministério da Saúde indica que a base do Serviço deve estar localizada em outro local.

Porém, conforme a secretária de Saúde, Neusa Abruzzi, muitos municípios estão utilizando suas UPAS como base da Samu, pois o Ministério da Saúde permite isso.

Falta de ambulâncias

Segundo o coordenador, o Serviço conta apenas com ambulâncias, mas destas, duas estão estragadas e a outra Viamão emprestou para Alvorada. Já, Neusa informou que Alvorada está devolvendo veículos para o estado. “Herdamos duas (ambulâncias) que estavam paradas no PAM 8 que encaminhamos para o mecânico, não tem conserto e estamos devolvendo para o Estado. Ficamos com duas, uma está sendo consertada e uma está funcionando”, esclarece.

Falta de recursos

Segundo Luciano Fernandes, o antigo local que estava alocada a base da Samu no município não dispunha de infraestrutura e que isso faz com que Alvorada não receba valores para cobrir os gastos.

Para que o serviço funcione, Federação, Estado e Município cooperam mutuamente. Nos locais em que que as ambulâncias são enviadas pelo Governo Federal, os materiais e outros custos são pagos pelo Governo Estadual, que repassa valores mensalmente. O município fica responsável por pagar todos os funcionários.

Entretanto, Luciano disse que há algum tempo Alvorada não recebe os repasses. “Quando a base está em dia em relação a seus funcionários, tem médico, enfermeiro, técnico e condutor, a manutenção das viaturas estão ok, elas não estão quebradas ou paradas, tudo é comunicado. No momento em que acontece falta de médicos ou de viatura, a regulação fica sabendo e corta os repasses”, explica Luciano.

Já em abril do ano passado, o Governo Estadual cancelou o pagamento mensal de R$ 90 mil para cobrir os custos que envolvem a ambulância avançada. O repasse é feito a partir do monitoramento da presença de equipe completa de socorristas (médico, enfermeiro e condutor). Para receber o valor máximo, a efetividade deve ser superior a 85%. Quando a frequência é menor do que 49% por três meses consecutivos, o Estado suspende o pagamento até que a escala seja regularizada. Já no suporte básico, é enviado ao município o valor de R$ 25 mil mensais. “Essas coisas impedem a gente receber a verba e renovação de frota que de cinco em cinco anos vem ambulância nova, então tudo isso é cortado e vetado”, fala o enfermeiro.

Nova equipe

De acordo com José Maria de Souza, coordenador de serviços, atualmente são realizados cerca de 400 atendimentos por mês somando as duas ambulâncias que estão funcionando, mas destacou que é necessário que o município tenha mais uma equipe. “Estamos fazendo um balanço das ligações que não atendemos por falta de veículos e do número total não atendemos 20%”, esclarece. Sobre isso, a secretária Neusa informou que pretende desmembrar os atendimentos, já que Alvorada atende também o município de Viamão. Quando foi feito este acordo nenhum dos municípios possuía 200 mil habitantes. “Futuramente podemos até pensar numa segunda equipe”, fala.

Entretanto, Neusa destacou que foi aberto um processo seletivo para sete médicos, mas que apenas quatro se inscreveram porque o salário era muito baixo. “Foi aprovado na semana passada pelo Legislativo o aumento dos valores e nesta semana foi aberto um novo para que possamos completar os sete”, explica. Ela acredita que num prazo de 20 dias todos estarão trabalhando no Samu Alvorada.

Enquanto isso, como o Serviço não dispõe de algum médico para o atendimento, a ambulância leva o paciente até o Hospital de Alvorada, sobrecarregando o atendimento no local. Conforme explicou a diretora técnica, Soraya Colares, quando um clínico geral é retirado da emergência, o restante dos atendimentos fica prejudicado.

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