Sbado, 15 de Agosto de 2020 |

Carta do leitor

A falácia dos cortes na educação

Por Redação em 17 de Maio de 2019


“Bolsonaro cortou 30% do orçamento da educação!”, é nisso que muitos brasileiros estão sendo levados a acreditar. Mentirosos contumazes estão alardeando que o presidente está destruindo a educação. Nada mais falacioso. Trata-se da permanente guerrilha de desinformação da velha política, promovida pelos que perderam as eleições, com o propósito de arruinar a imagem do governo e assim pavimentar a retomada do poder. Apenas isso.

Vamos aos fatos: ao mesmo tempo em que o governo anunciou que reforçará os investimentos na educação básica, relegada a patamares inferiores nos últimos governos, o MEC anunciou um “contingenciamento”, e não “corte”, de cerca de 30% das verbas “discricionárias” de universidades e institutos federais (como o de Alvorada). Contingenciar significa segurar por um tempo, para evitar desequilíbrio financeiro e fiscal. Como se sabe, o governo federal herdou um país quebrado, e vai levar um tempo para arrumar a casa. Verbas discricionárias, cerca de 12% do total do orçamento, segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, são as que as direções das instituições escolhem livremente onde gastar, como eventos, diárias, campanhas e limpeza, entre outras, e não incluem gastos fixos, como salários, por exemplo. Logo, 30% disso fica em torno de 3,5% do orçamento total.

No entanto, a militância da oposição, sem vergonha, se apressou em espalhar que “o governo CORTOU 30% DO ORÇAMENTO DA EDUCAÇÃO”! Chegam a dizer que não terão mais dinheiro para água e luz, como se fossem as únicas despesas discricionárias, e que estarão prestes a fechar as portas! O próprio ministro Weintraub foi às redes sociais para restaurar a verdade e mostrar os números reais, mas esse tipo de informação não costuma ter espaço. Vale mais a polêmica do que os fatos. Até explicar que focinho de porco não é tomada, o estrago já está feito. É interessante lembrar que os governos Lula e Dilma realizaram contingenciamentos semelhantes na educação, chegando a 9%, muito acima dos 3,5% atuais, mas à época, da esquerda, só se ouviu silêncio.

É lamentável ver que aqui mesmo, na nossa cidade, militantes da oposição mobilizaram educadores e alunos para irem às ruas, baseados em informações mentirosas, para protestar contra o governo “em defesa da educação”, transformando gente bem intencionada e ingênuos em massa de manobra política. É triste perceber a doutrinação ideológica, dentro e fora de sala de aula, em nome de uma disputa político-partidária, e tudo pago com o nosso dinheiro. Não é para esse tipo de desserviço, de desinformação, de manipulação de jovens estudantes que destinamos o dinheiro tirado de nossos bolsos. Não é à toa que os indicadores da educação do país estão entre os piores do mundo, quando vemos essa militância político-partidária tomando o tempo e o espaço do ensino nas instituições brasileiras.

Seremos uma grande nação, séria e honrada, da qual nos orgulharemos plenamente, quando prevalecer a verdade em todos os espaços, a começar pelo ambiente em que devem ser formados cidadãos em vez de militantes. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8.23).

Werner Pfluck
Jornalista, publicitário, gestor de marketing e professor.

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