Sábado, 18 de Novembro de 2017 |

Carta do leitor

REDUÇÃO DE SALÁRIOS: POPULISMO E DESESPERO

Por Redação em 06 de Novembro de 2015


Na última sexta-feira, 30 de novembro, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada (SIMA), promoveu um almoço com a presença de mais de 300 servidores.

Na ocasião, o Presidente Rodinei Rosseto anunciou que a entidade está liderando a coleta de assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular pedindo, além da redução dos salários de Vereadores, Secretários, Prefeito e Vice, a fixação de um índice baseado no menor salários pago aos servidores públicos da cidade.

A proposta de redução, em si, não é nova, e vem sendo debatida há algum tempo pelas redes sociais, mas bastou um movimento concreto do SIMA para que o Prefeito Fracasso, digo, Serginho, se assustasse e decretasse a redução do próprio salário, bem como a do 1º escalão do seu governo, se antecipando e se aproveitando politicamente de uma mobilização popular irrefreável.
A estratégia do Prefeito, parece, é sair da condição de objeto e se colocar como sujeito da ação, mas, quero crer, ninguém será tão ingênuo ao ponto de acreditar que a postura populista do Prefeito - adotada no primeiro dia-útil após o anúncio do SIMA - é fruto da sua consciência, tão pouco, trata-se de alguma benevolência, afinal, resta evidente seu oportunismo político.

Mas o abandono completo da cidade e a inexistência de políticas públicas, somados ao rompimento absoluto de relações entre governo e sociedade a obscura falta de perspectivas que assola o município, resultou na reprovação praticamente unânime do Governo Fracasso, digo, Serginho, levando o Prefeito, que ainda sonha em disputar e reeleição, ao desespero total.

E a situação é tão desesperadora, que levou Fracasso, digo, Serginho, a admitir uma medida populista, como reduzir o próprio salário, além de aumentar o espaço de outros partidos, em detrimento do próprio grupo político que perdeu espaço, e, pasmem, admitir como secretário um nome indicado pela Deputada Estadual Stela Farias, que ele vetou por 3 anos.


Eduardo Correa

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