Domingo, 24 de Setembro de 2017 |

Editorial

2015 em 2017? Esperamos que não!

Por Redação em 09 de Junho de 2017


E as primeiras cargas de chuvas do outono já chegaram carregadas dando o seu ar da graça. Aliás, graça nenhuma, pois veio acima do esperado nos primeiros dias deste mês, chegando próxima à média das chuvas dos últimos anos, para o mês inteiro. Chuva esta que era esperada para encher os mananciais, regar as plantas e para abastecer os reservatórios para a população.

E as chuvas não somente vieram em grande intensidade, mas os trabalhos não executados nos dias secos, agora expõem com todos os rigores o atraso da sua não efetivação. Ruas que não receberam durante os últimos tempos melhorias que eram tão aguardadas, agora ficaram piores ainda. As ruas asfaltadas que não receberam a sua manutenção a contento, agora estão em pior estado. Asfaltos remendados a “meia boca” ou com produto de péssima qualidade, estão aí para demonstrar a “eficiência” de quem faz a manutenção.

O tempo nos cobra e cobra de fato. Aliás, se não fizermos o trabalho da formiga que no verão guarda o seu alimento para os dias de frio e chuvosos, certamente não estará presente para ver o esplendor da primavera. O João-de-barro, se com eficiência não fizer a sua casa para as agruras dos tempos frios e chuvosos, na próxima estação terá dificuldades em aumentar a sua prole.

Estes breves dias já demonstraram como será este rigoroso inverno. Certamente não será tão forte como o que nos abateu no segundo semestre de 2015, quando mais de 10 mil pessoas sofreram diretamente com a elevação das águas do Arroio Feijó e Rio Gravataí.

Na oportunidade, sentiu-se a falta de pessoal devidamente qualificado e que se fizessem presentes anos após anos para auxiliar e agilizar no atendimento. A dura lição daquele período nota-se de que pouco ou quase nada efetivamente saiu do papel.

Os projetos da construção do Dique entram numa gaveta e saem pela outra, sem de nada de concreto ser efetivado.

Em relação à construção do Dique, temos esta semana a experiência vivida pelos moradores da zona norte da capital, quando as bombas, em sua grande maioria estavam desligadas por falta de manutenção, inundando inúmeras ruas e centenas de residências.

Este perigo sempre se fará presente e cada vez mais investimentos volumosos deverão ser destinados. Os valores para a construção do Dique não serão infinitamente maiores em relação à evacuação e indenização dos moradores da região baixa? A água, no seu tempo, busca o seu espaço e o ser humano a deve respeitar e deixá-la no seu espaço.

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