Tera-Feira, 22 de Setembro de 2020 |

Editorial

É preciso ter empatia com o próximo

Por Redação em 24 de Julho de 2020


A pandemia do coronavírus segue ceifando vidas e colocando milhares de pessoas em hospitais ou isolamento domiciliar há meses. Infelizmente parece que essa doença seguirá por mais tempo na nossa realidade. A falta de um tratamento eficaz e, principalmente, das vacinas faz com que a gente não saiba o que deve ser feito para conter a doença e tentar retomar a normalidade.

Há quem defenda o isolamento social e o lockdown. Há quem defenda o “kit-covid” para tratamento precoce. Contudo, esse editorial não tem o objetivo de tomar um lado nessa discussão. A ideia aqui é compreender por que não temos empatia com o próximo. Infelizmente essa é a realidade que vemos nas redes sociais e não tem como compreender os motivos para saber aonde erramos com humanidade.

Infelizmente tudo virou política e estamos em um ano eleitoral, onde existam interesses maiores que apenas a saúde pública e economia. Isso em todos os lados. Contudo, vemos que os radicalismos vêm fazendo muito mal. O maior exemplo que estamos vivendo é no nosso município, pois o prefeito e o presidente da Câmara estão contaminados com o coronavírus.

O Jornal A Semana pode ter, em algum momento de sua trajetória, feito alguma matéria que possa ter desagradado Appolo ou Juliano, afinal o nosso Compromisso é com a Verdade e muitas vezes isso pode significar uma reportagem que não faça bem as imagens de políticos. Contudo, nesse momento, todos da redação desejam melhoras as duas figuras públicas e políticas e que eles possam retornar ao convívio de suas famílias o mais breve possível.

Entretanto, muitos dos comentários que vemos nas redes sociais são desejando o mal para esses dois nomes – e para outros políticos da cidade. Mas cadê a empatia da população? Quando vão esquecer as questões políticas e focar na saúde das pessoas. Existe o momento de fazer política e é normal haver debates de ideias, mas nunca se pode deixar o mal de alguém devido a discordância política.

Não é possível crer que a população é egoísta ao ponto de pensar no pior para uma pessoa por discordar de seus ideais. Nada justifica. É necessário ser humano acima de outros aspectos. Aqui se repete o que foi dito no início: nunca este jornal deixará de fazer matérias, independente de quem seja prejudicado/beneficiado, mas nunca será desejado o mal. O nosso compromisso é com a verdade e não com a maldade.

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