Tera-Feira, 27 de Outubro de 2020 |

Editorial

A cidade clama por segurança

Por Redação em 05 de Julho de 2019


É de conhecimento de todos os índices de criminalidade que Alvorada enfrenta a cada ano que se passa. Por mais que existam reduções – quando comparado com anos anteriores – o município ainda lidera muitos dos dados acompanhados em todo o país. Contudo, por mais que exista toda essa preocupação pública, parece que o compasso não está sendo acompanhado.

Nesta semana, a DPPA – Delegacia Policial de Pronto de Alvorada – sofreu alterações que vão prejudicar diretamente a população. Por mais que as ocorrências sigam sendo feitas na cidade, as viaturas sairão e terão que concluir seus procedimentos em Viamão. Uma ação que parece ser emergencial, mas que foi mal planejada. Pelo menos é o que parece ao querer desguarnecer esse município que sofre com a criminalidade.

É óbvio que a realidade do Estado é complicada, mas não podemos eximir a culpa do governador Eduardo Leite, afinal ele sabia onde estava se metendo antes de concorrer e ser eleito como governador. As dificuldades permeiam um governo que sofre economicamente, mas uma alternativa melhor deveria ser pensada. Não se pode acreditar que a melhor alternativa para a segurança de Alvorada é retirar delegados do município.

Não houve alarde e nenhuma notícia sobre o tema. Foi à sociedade civil que noticiou isso – muito antes dos poderes constituídos no município sequer saberem do fato. Não se sabe como essa informação não veio à tona antes e agora, ao invés de lutar para que o problema não aconteça, tem de se recorrer para a reversão – algo que talvez Viamão não vá querer, afinal ganhou “reforços”.

Contudo, a dúvida que fica é sobre onde estavam os vereadores, prefeito e demais entidades representativas do município enquanto essas mudanças eram pensadas? O PTB (com três vereadores) está com o vice-governador e a chapa eleita esteve fazendo campanha no município reafirmando o compromisso com a segurança. Já o prefeito Appolo (MDB) tem como sua principal bandeira a segurança e sempre disse que cuidaria dela pessoalmente. Tudo aconteceu e nada foi feito.

Infelizmente o fato já foi consumado. Agora o poder público e a sociedade civil terão de recorrer aos seus influentes para tentar reverter essa situação. Enquanto isso, Alvorada perde. Não diretamente – afinal os moradores seguirão prestando ocorrência na cidade – mas estará desguarnecida sempre que algo ocorrer e nossos soldados e guardas tiver que ir para a cidade vizinha.

Trabalhamos anos e anos para baixar índices, auxiliar os poderes constituídos, porém esta decisão em nada colabora para melhorar estes índices. A luta para reinstalar o Consepro continua, porém o Estado deve rever o seu posicionamento em prol da comunidade. Esta ação é de urgência extrema.

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