Sexta-Feira, 19 de Janeiro de 2018 |

Editorial

A comunidade no auxílio ao poder público

Por Redação em 15 de Dezembro de 2017


Antes de qualquer coisa, este texto não tem como objetivo tirar a responsabilidade de quem realmente tem as obrigações de oferecer uma rua transitável, uma rede de esgoto digna e outros serviços pelos quais a população paga seus impostos. Contudo, é de conhecimento de todos que o poder público, independente do local e da esfera, vem passando por fortes crises financeiras.

Quando isso se soma ao fator de que as pessoas desacreditaram da política, faz com que comunidades comecem a ser organizar e lutar para ter seus direitos à sua maneira. Seja comparecendo em audiências públicas e reivindicando um transporte público seguro e que atenda a população, como também se unindo para conseguir recursos e beneficiar algo que o aflija.

E é possível perceber que organizações como essa e, apesar de não fazer parte da obrigação do alvoradense, funciona e acaba sendo necessária. Além disso, atitudes que resultam em programas de canalização e pavimentação comunitária também beneficiam o poder público, que está beirando ao colapso financeiro.

Isso porque o Município acaba economizando dinheiro que gastaria com a compra dos materiais – normalmente nesses programas é a comunidade que fica responsável por adquirir os produtos, enquanto a Prefeitura assume a mão de obra – e foca apenas na construção/instalação do que é acordado entre ambas as partes. Além de mais barato, essas ações também geram outros benefícios para a cidade.

Se a rua foi pavimentada com blocos de PAVS, a SMOV não precisa mais patrolar o local e a manutenção da mesma acaba se tornando mais barata. Ainda mais se a máquina que faz os blocos for ativada pela Prefeitura. Segundo o secretário da SMOV, Valdemir Martins, essa é uma possibilidade bem viável para 2018.

Com questão as redes de esgoto, a cidade pode deixar de ter problemas de alagamentos, esgotos a céu aberto e outros problemas que incomodam a comunidade e a Prefeitura. Não entendam errado: o Jornal A Semana não acredita que essa seja a opção correta, afinal o contribuinte paga os seus impostos e merece receber os serviços de maneira digna.

Entretanto, se as comunidades ficarem esperando pelo poder público, a demora pode ser muito grande e isso não seria por falta de vontade, mas sim de dotação orçamentária de um município que passa sim por dificuldades financeiras. Por isso que projetos como esse tem de ser salientados e, tanto comunidade quanto a Prefeitura, deveriam incentivar ainda mais a realização destas ações.

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