Sexta-Feira, 30 de Outubro de 2020 |

Editorial

A culpa não é somente da Prefeitura

Por Redação em 14 de Novembro de 2019


Há dois anos, a reportagem do Jornal A Semana denunciou a situação caótica da Rua Almirante Tamandaré, no Bairro Maringá. Isso porque ela estava, literalmente, intransitável. Não era possível trafegar por ela. O motivo: descarte irregular de resíduos. O lixo era tanto que bloqueava o tráfego de veículos na via – o local poderia uma válvula de escape para o trânsito da Avenida Frederico Dihl e Maringá.

Nesse período de dois anos, a reportagem esteve no local em outras oportunidades para relatar o estado da rua e cobrar a presença do poder público, que realiza a limpeza constante do local. Inclusive os moradores afirmaram que a Prefeitura vai ao local retirar os resíduos, que vão de caliça de obra a animais mortos. Mas o que se pode fazer então?

É óbvio que a Prefeitura não pode ser eximida da culpa. Ela é a responsável por pensar em soluções para aquela situação (assim como nesse local, existem outros pontos do município que sofrem com o descarte irregular de resíduos). Infelizmente os canais de denúncia, a limpeza, o plantio de mudas e a lei do lixo não foram artifícios suficientes para solucionar o problema.

Contudo, pode-se afirmar que a atual administração tentou coibir o problema. O ponto que precisa ser questionado é a educação ambiental e a conscientização em todo o município e não apenas neste local. O motivo: segundo os moradores, quem descarta irregularmente não reside na região. Além disso, muitas vezes são caminhonetes grandes e isso pode significar um poder aquisitivo maior.

Como foi dito aqui, existem diversos pontos caóticos e que sofrem com isso constantemente: ao lado da Escola Osório, na entrada do Bairro Umbu, na Rua Almirante Tamandaré, próximo a Escola Gentil (Jardim Algarve). São diversos os pontos da cidade que sofrem com a falta de efetividade do poder público, mas também de educação da população.

Alternativas precisam ser pensadas: foco na educação ambiental? Investimento em câmeras nessas regiões? Talvez funcionem. Espera-se que sim, mas é necessário experimentar, testar e, principalmente, punir e tornar pública essa punição. Talvez seja só mexendo no bolso que o morador aprenda como se descarta corretamente sua caliça de obra ou lixo domiciliar. Afinal, de nada adianta reclamar dos serviços prestados se boa parte do seu IPTU tem que ser gasto com a limpeza do município.

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