Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017 |

Editorial

A desatenção do poder público

Por Redação em 01 de Dezembro de 2017


Na reportagem principal desta semana a equipe do Jornal A Semana conta a história de Sérgio e seu filho Marcelo, que foi vítima de um tiro e hoje é tetraplégico. Infelizmente o jovem tem uma vida regrada e cheia de dificuldades. Algo totalmente fora da curva da maioria das pessoas de 26 anos, onde estão no auge de suas vidas ou perto disto.

Conhecendo a história dele, também podemos perceber as dificuldades que eles passam. A família de origem humilde e bairro afastado do centro se sente prejudicada quando não recebe de forma alguma os serviços e a atenção do poder público. E, quando chegamos ao Bairro Aparecida, local onde eles residem, foi necessário concordar com eles.

As ruas esburacadas e sem recuperação frequente, a falta da prestação dos serviços de saúde tão necessários para que Marcelo possa seguir lutando não existem. Falta muita coisa. Isso no aspecto de desenvolvimento social, infraestrutura viária e saúde da família. Obviamente que talvez possa faltar informações para que grupos como esses conheçam seus direitos.

Entretanto, se isso realmente não acontece, podemos adicionar a comunicação institucional como mais um problema enfrentado por comunidades carentes como essa. E não falamos aqui apenas do Município, mas também do Estado e da Federação. Todos têm sua parcela de culpa quando famílias como a de Sérgio e Marcelo não tem condições de realizar um tratamento de vital importância para a sobrevivência do alvoradense de 26 anos.

Esse é um caso extremo, mas serve para refletir sobre a prestação de serviços do poder público para com as comunidades mais carentes e necessitadas. E isso serve para as duas pontas: tanto para os políticos que estão no poder como para a população que não se sente assistida quando existe a necessidade.

Dizemos isso porque, em 2018, ano que já está batendo na nossa porta, teremos eleições nos âmbitos estadual e federal. Esse é o momento de cobrar o que foi prometido e não teve execução. É a hora de fiscalizar os que já estão lá e estudar as propostas de quem vem com o discurso da mudança e da novidade.

Porém, antes do próximo pleito, passamos no ano passado por eleições municipais. Assentados em suas poltronas confortáveis e longe das necessidades da população, inúmeras autoridades que recebem polpudos salários, entre eles os legisladores, fazem vistas grossas às necessidades de quem os elegeu.

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