Tera-Feira, 04 de Agosto de 2020 |

Editorial

A importância da eleição de domingo

Por Redação em 04 de Outubro de 2019


Acontece neste final de semana a eleição para conselheiro tutelar. Ao contrário de outras, não obrigatória é verdade, mas de suma importância para a população e, principalmente, para os jovens alvoradenses. Isso porque são esses profissionais eleitos que vão defender sempre o direito da criança e do adolescente – categorias que necessitam e muito de atenção e cuidado.

São 29 candidatos. Praticamente um recorde dentro do município. São 29 nomes que buscam um voto de confiança para ocupar cinco cadeiras dentro do Conselho Tutelar. Deveriam ser dez, afinal existem legislações nacionais que regulamentam a existência de um colegiado há cada 100 mil habitantes. Alvorada conta com mais de 200 mil, mas não existe luz no fim do túnel para essa ampliação.

Essa pode ser uma eleição de renovação. Normalmente é, mas existem quatro dos cinco nomes buscando a reeleição. Apenas um que não concorrerá novamente, alegando ter novos projetos para 2020. Já entre os outros 25 existem nomes que já ocuparam esse cargo e também pessoas que já concorreram em outros pleitos, porém não venceram.

Na última eleição foram quase dez mil eleitores. Desta vez, pelo número elevado de candidatos e pelo investimento feito por alguns na campanha, existe a expectativa de que esse número aumente. Como consequência, será necessário mais votos para assumir o cargo e ser o responsável por resguardar os direitos das crianças e dos adolescentes pelos próximos quatro anos.

Infelizmente a gente sabe (todos sabem) que muitos destes candidatos são político-partidários e visam esse cargo não apenas pela sua função primordial, mas sim para ser um braço de seu político ou ainda usar a eleição de conselheiro como teste para as urnas. Afinal, pode-se ter certeza de que alguns dos nomes listados nesta eleição também estarão concorrendo em 2020.

Não que isso seja errado, mas acredita-se que não possa haver uma mistura entre a defesa do direito da criança e do adolescente e a presunção de ocupar um cargo político/público pelo status que ele cria. O foco não pode ser aparecer ou mostrar que tem mais votos, mas sim lutar por melhores condições de trabalho para os conselheiros e de vida para quem eles têm compromisso.

Por isso que se pede uma análise mais fria dos candidatos. Estudem os currículos e não votem por bandeiras ou siglas. Votem em pessoas que confiam e que acreditam ter condições de fazer um bom trabalho pensando no interesse de todos e não apenas de alguns. Todos conhecem crianças que precisam ter seus direitos preservados e são necessários conselheiros com coragem para fazer isso. Para todos.

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