Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2020 |

Editorial

A importância do Governo Federal

Por Redação em 23 de Novembro de 2018


Alvorada é um município pobre. Isso muitos sabem. Já faz anos que os índices econômicos ficaram conhecidos por todos e, desde então, o Executivo busca alternativas para reverter essa situação. Contudo, com a crise que assola não somente Alvorada como também todo o país, fica muito mais difícil ser criativo para fazer muito com pouco.

Por causa disso, municípios com a realidade econômica e social de Alvorada dependem do Estado e da União, através de investimentos, programas e emendas. Tudo visando o desenvolvimento e também sanar problemas extremamente relevantes para a população, como segurança, saúde, educação e emprego.

Dois assuntos de importância nacional nos últimos dias atingem de forma direta a nossa cidade: educação e saúde. Como é de conhecimento, Alvorada perdeu 12 creches, devido ao fato de não ter apresentado projeto de construção. São aproximadamente três mil crianças que seriam atendidas, ou seja, aproximadamente 30% da demanda reprimida. E o outro assunto referente a sete médicos cubanos que voltaram para o seu país após o rompimento do convênio firmado em 2013, que beneficiava populações periféricas e dos rincões do país.

Antes de entrar neste campo de discussão, é necessário destacar que, devido a legislações, 25% do valor arrecadado com o IPTU e ICMS deve ser investido em educação e 15% em saúde pública. Isso mostra que a União tem conhecimento da importância de se investir em áreas importantes para o desenvolvimento.

A boa vontade da União existe, porém a falta de qualificação de profissionais para adequar às normas federais é o grande entrave. Perdem-se milhões em recursos pela simples falta de projetos. São inúmeros os exemplos. Se houvesse gestão eficiente, o município poderia ser um parque de obras de tantas verbas à disposição. Faltam interesse e pessoas qualificadas no assento certo.

Na saúde a situação também está complicada. Alvorada perdeu sete médicos cubanos com o encerramento do convênio. A contrapartida de ter o médico é baixa e o seu trabalho atinge realmente os mais desassistidos.

Obviamente que essa situação pode ser momentânea. Com o novo presidente assumindo, existe a possibilidade de a SMED reconquistar os recursos para construir as creches. Além disso, os novos médicos chamados podem acabar chegando ao município antes do que era esperado, solucionando o problema da saúde.

É necessário esperar, afinal está se passando por uma transição do atual governo para o próximo. Somente se espera que, seja quem for o responsável por estas ou outras pastas, tenham um olhar mais atento aos municípios que tanto necessitam do apoio do Estado e da União para se desenvolverem.

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