Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2020 |

Editorial

A luta continua

Por Redação em 01 de Junho de 2018


Teve início na segunda-feira, 21/05, a paralização dos caminhoneiros em todo o país. O objetivo da parada era reduzir os impostos e o valor pago na bomba pelo diesel que abastece os caminhões. As manifestações tomaram conta do Brasil e, mesmo após os anúncios de redução do PIS/COFINS de R$ 0,46 no preço do combustível, boa parte dos caminhoneiros seguem parados nas rodovias em diversos estados.

Desde a tarde de quarta-feira, 23/05, os reflexos da paralisação já começaram a serem sentidos em todo o país. São mercados sem alimentos, postos de saúde relatando falta de medicamentos e a população tendo de encarar filas atrás de combustível. As filas quilométricas começaram durante a noite e, durante o final de semana, diversas estabelecimentos tiveram que fechar devido à falta de gasolina comum, aditivada e etanol.

Em Alvorada os reflexos destas manifestações foram vistas também. O Legislativo Municipal fechou as suas portas na sexta-feira, 25/05, enquanto que outras repartições públicas continuavam a atender de modo reduzido, porém de portas abertas. Na segunda-feira, 28/05, as escolas municipais e estaduais não funcionaram devido à falta de combustível e mobilidade. Já as empresas de ônibus Sociedade de Ônibus União (SOUL) e Viação Alvorada (VAL) estão rodando com tabelas de final de semana fora dos horários de pico.

No início desta semana, alguns postos começaram a receber combustível (mais informações na página 06) e o tempo de espera na fila se aproximava de duas horas. Inúmeros motoristas passaram longas noites em filas para ter o combustível e continuar a trabalhar. Entretanto, por mais que o reabastecimento esteja começando a ser normalizado, a apreensão geral é que não falte a gasolina durante o final de semana, pois o feriadão é para viagem sem transtornos.

E um outro motivo é a paralisação dos petroleiros nas refinarias, iniciada nesta quarta-feira, 30/05, e que deve durar 72 horas. Entre as refinarias afetadas está a REFAP de Canoas, que afeta diretamente Alvorada e região metropolitana, pois essa refinaria é a responsável pelo abastecimento dos postos do município.

São movimentos sentidos em todos os cantos e recantos desta rica nação. É necessário, infelizmente, a tomada de uma medida tão extrema e que traz reflexos em todas as cadeias produtivas. E a razão é simples: a alta carga de impostos e o retorno pífio a quem paga os referidos impostos. E entra governo e sai governo e o aperto para o brasileiro cada vez é mais sentido.

Este deve ser o ano de virada, de tomada de novos rumos. Ou amargaremos mais alguns anos, pois os palácios estão repletos de regalias em todos os níveis deixando a mercê a sua população. Pão e circo basta. É esta a hora de novos rumos.

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