Domingo, 25 de Outubro de 2020 |

Editorial

A necessidade da consciência coletiva

Por Redação em 17 de Abril de 2020


A pandemia do coronavírus já está no Brasil há algum tempo e a tendência é de que a doença não seja superaDa tão cedo. O presidente Jair Bolsonaro já trabalha com o objetivo de retomar o comércio e indústrias do país e o governador Eduardo Leite (PSDB) lançou um novo decreto que flexibiliza a retomada dos trabalhos em algumas cidades – a exceção foi a região de Porto Alegre e Caxias do Sul.

Os entornos destas duas cidades seguirão com as atividades paralisadas até 30 de abril. O motivo é que são as regiões com mais casos até o momento. Contudo, uma análise mais profunda precisa ser feita: é suficiente esses decretos? A dúvida surge porque o que se vê nas ruas de Alvorada são aglomerações em frente aos bancos, supermercados, lotéricas e lojas de chocolate e somente as grandes redes respeitando as determinações.

Lojas grandes e com presença massiva em todo o estado seguem com suas portas fechadas, mas as pequenas lojas de roupa, floriculturas, entre outras, seguem abrindo quase que normalmente – quem passa na Avenida Presidente Getúlio Vargas já nota isso. E de igual forma nos bairros, parques, ruas. O problema é que, por mais que as pessoas tenham consciência da doença, muitas vezes eles se vêm obrigados a funcionar para pagar as contas no final do mês.

A fila nos bancos é a mesma coisa: muitos estão recebendo o benefício do Governo Federal, indo buscar seus salários ou pagar as contas que chegam mensalmente em suas casas. Não tem como evitar isso. Então, pelo menos pelo recorte que temos até o momento, a ideia de fechamento e do isolamento social não está funcionando. Isso acontece em partes por irresponsabilidade, mas muitas vezes por necessidade.

Contudo, o grande problema não é esse. O grande é problema é a falta de consciência coletiva das pessoas. Um exemplo é o seguinte: todos sabem que os idosos têm que ir ao banco receber o seu salário, mas porque não pedir para um filho e/ou neto ir buscar e ficar em casa. Ou ainda, porque não respeitar o espaço entre cada pessoa, conforme orientação.

No último final de semana teve a Páscoa e muitas pessoas se aglomeraram em frente as lojas de chocolate. O problema é que a grande maioria estava sem máscara e aglomerada próximo a porta – em um cenário onde muitas ofereceram o serviço de entrega em domicílio. Esse é o grande problema da luta contra o coronavírus: falta de empatia e consciência coletiva.

Não existem decretos e determinações que vão segurar as pessoas em casa. Muitas têm contas para pagar e é necessário retomar a economia, mas pode-se vislumbrar um futuro diferente. Um futuro onde as pessoas se preocupem com o próximo e tenham uma visão mais humana e solidária. É necessário que se pense na economia sim, mas com consciência e responsabilidade para com a saúde pública.

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