Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2020 |

Editorial

A valorização da cultura daqui

Por Redação em 28 de Junho de 2019


Muitas vezes a cidade de Alvorada tem suas manchetes ocupadas apenas por notícias ruins. São mortes, buracos e maus tratos com a cidade. Quando isso acontece, políticos e figuras públicas são os primeiros a reclamar e dizer que a imprensa só sabe mostrar o que é ruim e não valoriza as boas coisas da cidade. Ou também que a população...

Isso é algo que todos os profissionais que estão ou que já passaram pela redação do Jornal A Semana já ouviram. É uma cobrança pública, chamando na chincha os veículos de comunicação. Contudo, ao olhar para as páginas do Jornal A Semana ou presenciar as reuniões de pauta, é nítido que o objetivo é outro.

Sempre que possível todos aqui apresentam pautas positivas da cidade. A idéia é sempre colocar para fora o que é bom dentro de Alvorada. Valorizar o que é nosso. Contudo, como se faz quando os mesmos que nos criticam não conseguem valorizar as histórias que essa cidade tem ou os ativistas culturais que tentam, de todas as maneiras, realizar fatos positivos pelo município.

Abordamos em inúmeras matérias a história do Coral Municipal e que se encontra inativo há longos anos. Essa semana outras matérias culturais e esportivas que julgamos fortes e que levam e levaram a cidade a outros rincões. Entre elas o início das filmagens do novo filme do Alvoroço, o centenário do maior trovador do estado, Gildo de Freitas e a ida de jovens alvoradenses ao continente europeu. E com todos os contatos para melhor elaboração das matérias é notória a queixa da falta da presença pública – investimento, ou a sua inexistência. Em Passo Fundo, na avenida principal, está a estátua do cantor e compositor Teixeirinha. E aqui na nossa terra, o que temos na entrada da cidade?

Como o Coral Municipal, os atletas em viagem, a memória do trovador Gildo de Freitas e as filmagens são exemplos clássicos do muito que precisa ser feito e valorizado. É uma lástima que a Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude nem sequer lembrou de valorizar o centenário do ícone do tradicionalismo que optou em morar e fazer história em nosso meio. Mas foi lembrado Brasil afora do seu incansável trabalho e que descansa em paz na cidade vizinha de Viamão.

A imprensa divulga a verdade e o que é notícia. Esse é o nosso papel como imprensa impressa e digital. É de boa iniciativa os poderes públicos e a iniciativa privada compreenderem em dar a sua parcela de contribuição para o incentivo das boas ações, à cultura, ao meio ambiente, a valorização da nossa própria história. Um museu para contar o nosso passado clama por ser aberto e um espaço digno para a Biblioteca Municipal está em troca de gavetas há longos anos.

Aguardamos o despertar presente dos poderes constituídos para jornalisticamente contarmos a nossa história atual, lembrando do passado e deixarmos para o futuro a nossa realidade.

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