Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017 |

Editorial

Adeus ano velho, feliz ano novo!

Por Redação em 30 de Dezembro de 2016


Estamos batendo as portas de um fim de ano e abrindo para um ano que nos traz grandes e infindas indagações. O ano em vigor nos trouxe as notícias e os reais afastamentos de um presidente da República e do presidente da Câmara dos Deputados. Por um lado um triste relato para a nossa recente história democrática e que nos traz inquietudes para os próximos anos. Sabedores da grande recessão vivida no último ano e que o ano vindouro não será muito diferente ao atual, com alguma melhoria esperada para somente para o fim do ano.

E estamos a algumas horas da troca do governo municipal e mais um ciclo de quatro anos na casa legislativa. Novos edis tomarão posse, porém a maioria voltou com uma diminuição sensível dos seus votos frente aos outros pleitos. O que demonstra, em parte, o baixo retorno das expectativas almejadas pelos eleitores.

O governo municipal que sai, após quatro anos frente ao paço municipal, deixa a cidade em situação nada aprazível. Nos últimos meses, o recolhimento irregular do lixo, ruas literalmente abandonadas por falta de manutenção, um parque rodoviário sucateado, iluminação pública a desejar e postos de saúde a lamentar, além da falta de medicamentos básicos para atendimento à população. Se não bastasse isso, na área da educação, mínimas realizações deixadas e grande a responsabilidade passada ao atual governo.

Herdou, é verdade, um grande passivo, e repassa um passivo maior ainda. Surfou os primeiros anos em regalias e repartiu as benesses com os seus companheiros, deixando no limbo o povo que esperava por dias melhores. Veio a recessão e a gestão, também na crise, deixou a desejar. De norte a sul, de leste a oeste, o clamor das ruas se fez ouvir e a mais baixa votação da história alvoradense se fez presente.

Neste cenário, surge um ano novo, um novo governo. Promete desde já austeridade nas finanças, redução de secretarias para fazer surgir uma nova Alvorada. Resta a este novo governo fazer ser ouvido dentro do paço municipal, para que o clamor do povo seja efetivamente atendido. E que no apagar das luzes de 2016, que é logo ali, seja contada uma história de sucesso e empreendedorismo na cidade Capital da Solidariedade.

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