Quarta-Feira, 26 de Julho de 2017 |

Editorial

Ao final, as mazelas aparecem ...

Por Redação em 05 de Dezembro de 2014


Já estamos vivenciando o mês derradeiro do ano 2014. Faltam alguns dias e estaremos no ano novo. Porém ainda não foi jogada a toalha. E necessário se faz como se devem fazer todos os dias, uma retroativa mesmo que sendo parcial, do que passamos. Baseado nisso, poderemos traçar o nosso ano vindouro com maior certeza e acerto.
Páginas e páginas foram notícias no decorrer do ano. Grandes desafios para uma empresa de comunicação inserida numa comunidade como a alvoradense foram superados. Inúmeras metas foram alcançadas e outras tantas estão a nos esperar. E dia após dia, semana após semana estaremos as alcançando.
Neste final de ano vê-se a olhos vistos o muito que foi feito pelos poderes constituídos. E também a olhos vistos vê-se o muito que ficou somente na promessa, no querer fazer, no adiar para o amanhã, sem sequer ter nada “planilhado”, estudado ou concreto para deixar a comunidade mais segura no meio em que vive.
No âmbito da segurança pública a insegurança pública está escancarada. Índices que foram ao longo de anos afastados com trabalho árduo, destemor, desprendimento, agora batem a nossa porta. Faltando alguns dias para findar o ano, o número assustador da ceifa de aproximadamente 190 vidas. Grande parte perdida para o tráfico, e em contrapartida o desmantelamento da célula máster da sociedade: a família.
Autoridades indagadas nos enchem de dados devidamente “planilhados” e que retratam o aviltamento e a insegurança na segurança que deveria ser primeira. O que era dor de cabeça no passado, agora temos: viaturas. Porém o contingente está muito aquém do razoável para sentirmo-nos mais seguros.
O alto investimento na segurança realizada no passado e que poderia nos dar um breve alento, agora está fadado ao descaso. A sala de videomonitoramento literalmente está às moscas. Desativada. Esquecida. Com um pouco mais de investimento poderíamos ter todas elas funcionando e juntado outras câmeras, teríamos abrangência maior, pois estrutura tínhamos. E este pouco que tínhamos ainda nos foi tirado. E isto a título de que os “outros” eram os pais da iniciativa. Passou a “Copa” e o legado também ficou como o tal de “alinhamento de estrelas”.
Temos agora em frente os festejos de final de ano. O sonho do consumo e o avivamento de renda do comércio torna-se uma aflição. A tradicional Operação Papai Noel estará ativa nos principais pontos centrais da cidade. E a descoberto as vilas e bairros, pois falta o fator humano. O que resta é nos resguardarmos ainda mais, para que amanhã não sejamos nós vítimas novamente do desleixo de quem elegemos para nos dar mais tranquilidade e segurança.

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