Sábado, 27 de Maio de 2017 |

Editorial

Apuros em todas esferas

Por Redação em 29 de Julho de 2016


Os fatos vistos nos grandes meios de imprensa nacional não tiram sequer o foco da grande Olímpiada que acontece no estado do Rio de Janeiro. Bilhões foram investidos , sendo uma boa parte da iniciativa privada e outra do setor público.

Neste país que a transparência aparece somente anos depois, poderemos em breve ver o que efetivamente foi produzido de positivo. Temos na memória a recente Copa do Mundo, e anos após sabemos dos resultados: elefantes brancos construídos sem a mínima ocupação divulgada e sequer é feita a manutenção que deva ser realizada. E o mais neófito: o dinheiro público que deveria ser investido no trabalhador brasileiro como saúde, educação, segurança, nem sequer retornará ao local devido.

Não muito longe deste ângulo, um governo que assumiu como sendo o “salvador da pátria”, os seus bravos militantes hoje se encontram nas prisões Brasil afora. Isto a apenas alguns meses do início do processo de impedimento da presidente da República e que deve finalizar ainda neste semestre. E o que até a presente data veio a público com referência ao desvio de recursos públicos canalizados a pessoas físicas e partidos políticos, meramente é a ponta de um iceberg que ferozmente é impedido de emergir.

E no nosso solo gaúcho, com o final de mais um mês, vemos o despertar mais forte do fantasma da recessão, de parcelas ínfimas de pagamento de salários de quem é devido e o congelamento ou não pagamento de empresas terceirizadas. E colocando na mesa a total insegurança que impera e a falta de investimento do estado em setores essenciais.

E na nossa aprazível cidade, repleta de promessas há exatos quatro anos, se vê em sérios apuros. As finanças minguadas, o esquecer da comunidade, o desleixo na área da saúde e segurança, são alguns dos inúmeros exemplos da ausência do poder constituído. O tão proclamado “alinhamento das estrelas” ocorreu infelizmente no pior sentido, tanto na esfera federal, estadual e municipal. E na ponta o povo ordeiro, trabalhador que paga o alto preço a inoperância dos governos.

A alguns dias das novas eleições, urge a grande necessidade do povo eleitor fazer a escolha certa. E os “políticos” de plantão que passaram por anos sem sequer apresentar um projeto, que se dado o destino que merecem. Ou deles dependeremos por mais quatro anos e do qual não poderemos nos queixar.

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