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Editorial

As chuvas de verão voltaram

Por Redação em 08 de Março de 2019


O feriadão de carnaval para muitos foi um final de semana e tanto. A população em geral se dividiu em ficar por aqui, ir para o litoral, tomar o rumo da serra, ou então rever os amigos pelo interior do Brasil. Os dias monótonos foram excelentes para a preparação final para o início das atividades do ano, pois um velho ditado diz que o Brasil somente começa a trabalhar a partir do final do carnaval.

Efetivamente esta data já passou e estamos em pleno mês de março e num ano que teremos poucos feriadões, o que propicia o salutar trabalho nos dias da semana. Aliás, muitos já estão trabalhando e pouco tempo tiveram para descansar nestes dois primeiros meses do ano. Pois os carnês de impostos bateram à porta, o calendário escolar iniciou com a compra de todo o material e as reservas acumuladas para este período se foi e certamente faltou.

E o que não faltou no dia de carnaval, ou melhor no entardecer, foi a tromba d’água que caiu sobre as nossas cabeças. Nenhum bairro da cidade passou imune às chuvas de verão. Aliás, os preparativos são para outros meses mais chuvosos, menos o do verão. Porém pegou a todos de certo modo desprevenido.

Conforme o controle visual das águas dos últimos anos, a precipitação, seja ela em pouco ou grande volume chega a trazer grandes preocupações. De um lado a comunidade que, apesar de todos os esforços, não se conscientiza do recolhimento do lixo e da classificação correta do mesmo. Teima na velha iniciativa que nunca vai prejudicar, porém não se apercebem de que o amanhã está logo aí.

De outro lado está o poder constituído que angaria imensos valores, porém o retorno à quem contribui é ínfimo. Basta olhar que obras que necessitavam emergencialmente de reparos há trinta anos, hoje ainda não tiveram atenção das autoridades. Exemplo disso é a rua do próprio Parque Rodoviário, que anualmente recebe alguns centímetros a mais de lâmina d´água e que quase adentra o mesmo.

A precaução é a melhor das atitudes a serem tomadas. Infelizmente esta não é a tônica, pois atitudes simples como limpeza de bocas de lobo, reparação de tampas pouco é visto ser realizado. Exceto no eixo central da cidade. O que dizer da manutenção ou construção de novas galerias de água, acontar nas palmas das mãos as que foram construídas nos últimos anos e não se sabe de efetivação atual de projeto para este fim.

A limpeza e alargamento da calha dos arroios é uma constante, pois sabe-se que ameniza sensivelmente o rumo das águas. Porém, conforme a cidade cresce, é pouco as efetivas necessidades que são latentes em todos os recantos da nossa Alvorada. A construção irregular nas barrancas dos arroios é uma realidade, porém o poder público peca em não estar diuturnamente presente e permite a regular ou irregular construção, não dando margem mínima de recuo. E exemplos clássicos não faltam e o erro no passado também se manifesta no presente. Poderes constituídos e comunidade devem unir esforços, pois quem vai ganhar são todos.

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