Domingo, 25 de Outubro de 2020 |

Editorial

As janelas quebradas do município

Por Redação em 07 de Dezembro de 2018


Com o mês de dezembro chegam os carnês do IPTU. O imposto mais importante de um município auxilia o Executivo a investir em saúde, educação, iluminação pública, limpeza da cidade e obras de infraestrutura. Neste ano, mais de R$ 10 milhões foram arrecadados pela Prefeitura com o imposto. Metade da população contribuiu para que a cidade se desenvolvesse – e os outros 50% nada fizeram.

Com isso, faz-se a analogia com a famosa teoria das janelas quebradas. Para compreender ela, segue uma breve explicação: em um estudo, abandonaram um carro durante uma semana e ali ele ficou. Após uma semana, quebraram o vidro deste veículo e ele foi roubado na sequência. Isso acontece devido às relações sociais. Quebrar um vidro faz com que a lei pareça não existir. Por isso, locais onde existem descuidos, sujeiras e outros problemas sofrem com os delitos e falta de fé da população. E também das autoridades.

Aonde se quer chegar com toda essa parábola? Alvorada sofre deste problema. Metade da população não paga os impostos porque não vê o que é arrecadado hoje em dia ser investido na cidade. Não vê na porta de sua casa as melhorias que devem ser feitas. E o inchaço da máquina pública não é vista com bons olhos pela comunidade, que com o seu suor, sofre em pagar o imposto, um dos mais elevados da região metropolitana. Infelizmente essa pode ser a realidade.

Junto com a falta de investimentos – por falta de crença da população – vem os aspectos sociais, como violência e tráfico de drogas. “Coincidentemente” Alvorada é um município pobre e que sofre com altos índices de homicídios e criminalidade há anos. Mas então o que fazer para que esse ciclo seja rompido e a cidade entre em um processo de ascensão?

Investimento. A população precisa ver o dinheiro dela sendo investido nas ruas. Essa é a melhor maneira de diminuir os índices de inadimplência neste e em outros impostos importantes para a economia do município. Compare a janela com o buraco aberto na rua e o cálculo será o mesmo: você vai pagar o imposto para um município que não tem capacidade para manter uma via transitável? E a longa data?

Esperemos que os índices e valores arrecadados pela Prefeitura aumentem e que, consequentemente, o poder público aumente o seu alcance e qualidade dos serviços prestados para o contribuinte. Esse é o ciclo que deve ser procurado. Somente consertando a janela ou tapando o buraco de imediato que a ascensão virá.

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