Sábado, 25 de Março de 2017 |

Editorial

Cadê a paixão

Por Redação em 23 de Maio de 2014


Grande parte do povo brasileiro, sempre identificado por sua paixão pelo samba e futebol, está vivendo um momento inusitado às vésperas da Copa do Mundo 2014.
Ao contrário do que aconteceu nos outros mundiais, quando os brasileiros vestiam a “amarelinha” e torciam com o coração pela sua Seleção, a Pátria de chuteiras, este ano o sentimento nos parece de incômodo.
A lembrança de como ser torcedor, aquele friozinho na barriga... parece ter ficado pra trás. Nas outras Copas. Tínhamos orgulho de ser brasileiros, de fazer parte de uma história de vitórias e conquistas. A cada gol uma nova emoção e, mesmo na derrota, o clamor era nacional, todos vibrávamos e sofríamos no mesmo tom, com a mesma intensidade.
Alguns lembram da primeira conquista, outros do Bi, Tri e muitos viveram o Tetra, Penta, enfim... todos os brasileiros tem uma história para contar durante uma Copa do Mundo. A maioria lembra do dia da conquista do Penta!
Contudo, ironicamente, justamente na Copa do Brasil o brasileiro está desestimulado. Isso porque a sensação de derrota não está nos gramados, mas sim no dia a dia.
Não sabemos onde foi parar toda aquela empolgação, todo aquele orgulho... Quem sabe esteja junto a uma obra inacabada, ou em outra superfaturada. No abandono de setores importantes em detrimento da competição, que chega daqui há poucas semanas, mas já com o receio de que se torne inesquecível, pela vergonha...
Não estamos preparados para receber grandes grupos de turistas, principalmente os que não falam o português ou portunhol... Não temos estradas ou aeroportos prontos para uma avalanche de torcedores. Nem mesmo os estádios estão prontos em seu entorno para abrigar tamanha quantia de pessoas...
E entre tantas coisas que acontecem no Brasil, a mais grave foi termos perdido também esse patriotismo esportivo, esse sentimento puro que nos acompanha e aos nossos pais e avós há décadas.
Quem sabe ainda dá tempo de mudar de ideia e, ao invés de fechar os olhos, possamos enxergar a diferença entre o que merece ser combatido e o que merece ser exaltado.
Somos sim, a Pátria de Chuteiras, e temos chances de chegar ao Hexa com o capitão mais alvoradense de todos os tempos, Thiago Silva (sim! Ele esteve por aqui, foi zagueiro do RS Futebol Clube e, com certeza, não esqueceu essa cidade que foi sua casa por alguns anos em sua adolescência).
Pra frente Brasil, é o que esperamos não só no futebol ou no esporte, mas principalmente na saúde, educação, segurança e desenvolvimento.
Somos um País do presente, porque o futuro é agora!

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