Sexta-Feira, 28 de Julho de 2017 |

Editorial

Calamidade pública

Por Redação em 22 de Julho de 2016


Há exatamente um ano atrás, a nossa cidade havia decretado estado de calamidade pública por conta da maior enchente dos 50 anos do município. De igual forma, outras localidades do Estado tiveram seus bairros invadidos pela água e agitando o descompasso do dia-a-dia. Espaços públicos lotados de famílias desalojadas, campanhas para angariar agasalhos e alimentos e a água teimava em não baixar. Foram incontáveis as horas e dias esperando que as águas baixassem, pois as várzeas estavam alagadas. E se isso não bastasse, as águas do Guaíba represavam o Rio Gravataí, que por sua vez inundava os lugares mais baixos e carentes de Alvorada.

Passado um ano, não se viu nenhum esforço concreto para amenizar o sofrimento futuro. Nas salas de reuniões, o assunto está ausente e quando aparece a resposta sempre é a mesma: está em estudo. Enquanto isso, os arroios que cortam a cidade estão cada vez mais assoreados à espera de dragagem e a manutenção preventiva é lembrada somente quando já é tarde. A limpeza das ruas e bocas de lobo , que no mínimo já eram para terem acontecido, andam a passos lentos ao contrário da necessidade urgente para evitar um novo colapso.

A realidade dos bairros da cidade contradizem imensamente os poucos metros de limpeza que cercam o paço municipal e parte da Avenida Central. O abandono que grande parte da população que vive nos bairros, fica longe das promessas e lágrimas dos primeiros dias de governo que prometia fazer de tudo para minimizar o sofrimento do povo. Ainda na memória quando recém aberto as urnas, o prefeito Sergio Bertoldi embarcou num ônibus com destino ao centro da capital ensaiando o retorno de qualidade de serviços à população. Ledo engano.

Agora vésperas a um novo pleito municipal, inúmeras são as promessas que ficarão somente nas promessas. Surgem os campeões que farão linhas de metrô, construirão passarelas e viadutos, atenderão o campo da segurança, da saúde, etc e etc. A população que tanto esperou para retornar com a força do seu voto, deve aproveitar a melhor maneira, pois é ela que alto preço pagará se não aproveitar esta oportunidade tão almejada nos últimos anos.

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