Sábado, 25 de Março de 2017 |

Editorial

Conhecimento incompleto

Por Redação em 21 de Março de 2014


Há uma categoria de pessoas que, apesar de conhecer letras e números, são considerados analfabetos devido a sua incapacidade de compreender o que leem, o que os outros escrevem.
Esse é o resultado de uma das muitas falhas da educação no Brasil ao longo dos anos, quando a educação era apenas uma palavra bonita a ser pronunciada em ambientes culturais, mas sem a preocupação de, efetivamente, ser de qualidade e dar bons resultados.
São eles chamados de analfabetos funcionais. E a definição científica diz que, “a pessoa, mesmo sabendo ler e escrever um enunciado simples, como um bilhete, por exemplo, ainda não tem as habilidades de leitura, escrita e cálculo necessárias para participar da vida social em suas diversas dimensões: no âmbito comunitário, no universo do trabalho e da política”.
O mais preocupante é que, de acordo com dados de 2005 do IBOPE, no Brasil o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população, que somados aos 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas. Ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros (25% da população) é plenamente alfabetizado. E esses dados foram confirmados pelo Censo de 2010.
Portanto, não devia ser tão surpreendente quando nos deparamos com pessoas que não possuem a habilidade de ler e interpretar textos que sejam diferentes daqueles que estão acostumados a escrever ou que lhes serve como base de leitura diária.
Fica o registro...
Por outro lado, há os que contam justamente com essa falha no ensino brasileiro para promoverem verdadeiras barbaridades com a população.
Novamente em ano eleitoral, é importante que todos estejamos atentos à movimentação politica que começa a surgir em nosso meio. Há muitos acordos, conchaves, acertos que devem ser observados por nós eleitores, para que não caiamos na armadilha dos “maus políticos”.
Temos que prestar atenção nas coligações e, principalmente, nas ações dos candidatos. Ações presentes e passadas, que podem nos dar uma ideia da maneira como esse ou aquele trabalham.
Há aqueles que prometem o melhor, sem qualquer condição de realizar o proposto. E há ainda os que garantem mudanças, mas caem na armadilha (ou seriam eles a armadilha?) da continuidade. Outros ainda aguardam o tal de “alinhamento das ...”
Portanto eleitor, alvoradense ou não, preste atenção nos candidatos que começam a surgir ao longo dos meses e procure conhecer o histórico de cada um deles. A mudança está em nossas mãos, em nossos votos. Cabe a nós não só escolher, mas principalmente acompanhar e avaliar o trabalho que será desenvolvido por nossos governantes. E dos que ocupam atualmente os cargos postura digna da qual se propuseram.
E, o mais importante, mesmo que você não eleja o seu candidato, ainda tem o direito e o compromisso de cobrar uma boa gestão do vencedor. Pois um governante ou legislador deve atender as necessidades da maioria, o chamado BEM COMUM.

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