Quarta-Feira, 18 de Outubro de 2017 |

Editorial

Cultura como válvula de escape?

Por Redação em 11 de Agosto de 2017


Existem teorias que falam sobre como a cultura serve de válvula de escape para os problemas das pessoas e o quão importante eventos como esse podem fazer com que a população esqueça, mesmo que por um breve momento, dos seus problemas e dos problemas da comunidade. Não temos como afirmar que eventos como o “Alvorada em Festa” tem esse objetivo de governar através da política do “Pão e Circo.” A história contará os passos atuais.

Porém, parece que, desta vez, a população alvoradense realmente está cansada. Pelo menos é isso que podemos (ou não) ver nos dias do festival. São fotos, fatos e relatos de um evento que não alcançou o público estimado. Pode ser a atitude de cobrar a entrada, algo que nunca foi visto acontecer na Praça João Goulart. Ou também pode ser o cansaço da comunidade que espera que seu problema seja resolvido e não quer saber da festa.

Nesta edição do Jornal A Semana, trazemos diversas situações que atingem diretamente a população e que, de alguma forma, já foram abordados pela redação. E o pior? São problemas que nós já pautamos a sociedade e ouvimos promessas de uma solução que, até agora, não aconteceu. Somente nesta edição, são quatro assuntos iminentes que os alvoradenses aguardam melhorias: EMEIs, situação do hospital, obras da Corsan e pavimentação comunitária. Assuntos pontuais e que deveriam ser vistos com olhos de tranquilidade, de retorno à comunidade cansada de altos impostos e promessas e se retorna ao ponto de partida.

As Escolas de Educação Infantil já estão em vogue desde metade da gestão passada, quando foram divulgados os números de crianças alvoradenses que deveriam estar matriculadas. Faltou gestão e um comprometimento com o futuro da nossa cidade e nação. De igual forma o Hospital de Alvorada, que atende a mais de 80% dos seus procedimentos básicos que poderiam tranquilamente serem atendidos nas Unidades de Saúde, Postos de Saúde ou talvez na UPA – Unidade de Pronto Atendimento, que não é mais do que um outro elefante branco que está localizado no coração da cidade. Pavimentação comunitária deveria ter início, meio e fim, porém, a comunidade sofre com a falta de objetivos claros das administrações.

Sonhamos em um dia chegar e de nos vangloriar que avanços significativos nestas áreas primordiais, sendo elas a saúde, segurança, educação, pautas estas que teimam e relutam e se apresentar edição após edição.

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