Sábado, 25 de Março de 2017 |

Editorial

Das coisas que acontecem...

Por Redação em 28 de Fevereiro de 2014


Sai ano, entra ano e as coisas não mudam como o esperado. Aquele sentimento de que a mudança de período pode acarretar também uma mudança de vida (para melhor) não se concretiza na maioria das vezes. Criamos expectativas que não se realizam, sonhamos com situações e oportunidades e nada acontece. Tudo segue igual.
Pior ainda é quando percebemos um retrocesso, um passo atrás em diversas situações. Muitas são as conquistas pessoais que, se não bem protegidas e preservadas acabam se perdendo, por esquecimento ou situações de isolamento.
Muitas vezes nossa vida passa por reformas que nos parecem positivas, e até acostumamos com as novidades. Sejam eles marcos erguidos ou ainda títulos que recebemos, mas que se não devidamente valorizados por nós e aqueles que nos cercam, ser vão, afogados pelo esquecimento.
E, muitas vezes, é assim com nossa cidade também. Um bom exemplo foi lembrado essa semana com a notícia da implantação de mais uma companhia da Brigada Militar na cidade. Com a notícia acabamos nos lembrando das muitas unidades que surgiram pela cidade há alguns anos atrás e que foram igualmente comemoradas. Contudo, anos mais tarde esses pontos foram sendo fechados, um a um, por determinação do próprio Estado, que admitia que não possuir efetivo suficiente para manter homens nos quartéis e também nas ruas da cidade. E foi assim que todos voltaram ao QG no centro da cidade...
Ainda na mesma situação, foi cogitado o bairro Umbu como provável sede de uma Companhia. Mas não seria o Umbu um Território de Paz implantado pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania/Pronasci do Governo Federal? E onde estão as ações de segurança implantadas naquele lugar? Não seria indicado ali uma Unidade de Polícia Pacificadora, ao contrário de uma Companhia, como acontece no Rio de Janeiro, por exemplo?
E assim se vai a nossa lembrança. Pensando em coisas que já aconteceram e se perderam; em projetos lançados por uma Administração e inaugurados por outra (o que chega a ser normal, mesmo que haja variadas mudanças) e esperando por novos projetos a serem implantados na nossa cidade e, consequentemente, em nossa vida.
E podemos começar por algo básico, como o número do protocolo das reivindicações realizadas pela comunidade junto às entidades públicas. Pois essa semana nos deparamos com uma situação inconcebível, em que os moradores que há meses pedem providências para um esgoto cloacal que corre a céu aberto, coincidentemente no Umbu, não tinham o número do protocolo de seus pedidos de providência. Lembramos que o número de protocolo, em alguns serviços de atendimentos, chegam a ser informados ao contribuinte mesmo antes da conclusão do mesmo.
Mas seguimos confiando e noticiando, apesar de algumas vezes nos depararmos com situações controversas, como por exemplo a chamada de capa do Jornal A SEMANA, que durante todo o verão acompanha o nível de água do Gravataí, tentando conscientizar a população sobre a economia de água, enquanto em frente à nossa sede há um vazamento que corre pela rua há mais de uma semana.
Para isso só nos resta pedir desculpas e seguir ligando para a companhia responsável até que a solução surja.

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