Quarta-Feira, 26 de Julho de 2017 |

Editorial

Desabamento e reflexão

Por Redação em 01 de Novembro de 2012


Um acidente de relevadas proporções, mas apenas com danos materiais, assustou a cidade na manhã de quarta-feira. O mês de outubro se despediu dos alvoradenses com um desabamento ocorrido no centro da cidade e em um dos supermercados mais tradicionais de Alvorada e de grande circulação de clientes.
Felizmente ninguém se feriu, mas a situação nos leva a analisar e pensar nas responsabilidades dos envolvidos. E não estamos falando nos proprietários e comerciantes, que acabaram com um prejuízo inesperado. Mas sim das autoridades locais, nos setores de fiscalização do município que, por muitas vezes, pode deixar a desejar.
De um lado temos uma obra, cuja escavação acabou provocando o acidente. E de outro temos um prédio antigo, aparentemente sem muita estrutura, e que acabou sucumbindo às ações no terreno ao lado.
Em meio a tudo isso uma população assustada e com espaço na grande imprensa e nos sites que correm o mundo. Entrevistas e mais entrevistas, declarações, depoimentos, medo... Medo de que outros prédios também caiam, afinal de contas são muitos os estabelecimentos comerciais instalados em prédios muito antigos.
Mas a certeza de que a solidariedade faz parte da vida do alvoradense. Logo após o ocorrido, viaturas da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, ambulâncias e grande número de pessoas estavam lá para ajudar no que fosse necessário. Além dos tradicionais curiosos de plantão ...
Claro que a cena não se compara ao furacão que atingiu os Estados Unidos, mas a sensação de perda, de destruição é a mesma, nas suas proporções. Muitas são as pessoas que costumam passar por ali para compras rápidas a caminho de casa, das compras do final de semana e mês e que agora não terão mais motivos para descer do ônibus na praça central ou estacionar nas imediações (o pequeno estacionamento obrigava a procurar outras vagas).
E nos parece que mais um símbolo da cidade se vai. Assim como a pira destruída na praça central para a construção de um “não sei o que”. Mas, quem sabe, o espaço seja reaberto, ou surja ali um grande prédio, mais moderno e adequado ao consumidor alvoradense. Vamos fazer desse limão uma deliciosa e refrescante limonada, e seguir em frente em busca da felicidade, apesar de algumas coisas insistirem em desmoronar a nossa volta.

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