Sábado, 25 de Março de 2017 |

Editorial

Do centro aos bairros e dos bairros ao centro

Por Redação em 28 de Outubro de 2015


O final do ano está batendo as portas. Chamadas da vinda do Natal já estão movimentando o comércio com a troca de fachadas, vitrines e o pensamento de como encarar o final de ano e o ano novo. Para muitos esta data está chegando cedo demais, pois o ano transcorreu mais ligeiro do que os anos anteriores, porém os dias e as horas foram sempre os mesmos.
A população alvoradense também está à espera dos dias melhores antes do final de ano. Diversos bairros continuam a esperar as melhorias tão prometidas pelo governo que ora ocupa o cargo executivo, mas já tiraram o seu “cavalinho da chuva”. Pois somente resta esperar passar o governo porque em milagre ninguém mais acredita.
Moradores das áreas centrais da cidade esperam pela limpeza mínima das ruas e passeios junto a seus bairros, porém ao olharem para os bairros vizinhos sentem a situação igual ou pior. Olhando por todos os lados o descaso do poder constituído está deixando a desejar. Centenas de bocas de lobos literalmente sem a cobertura, terrenos baldios continuam como antes, aliás, ainda mais abarrotados de entulhos e abandonados. E o poder público faz vistas grossas como se não tivesse como agir, ou no mínimo multando fortemente para o benefício da comunidade.
As cenas horripilantes do descaso não estão somente nos bairros centrais. Se ali o está, imaginemos os bairros mais distantes. Somente promessas e um “tapar do sol com a peneira”. Os moradores que tiveram de abandonar seus lares, finalmente após semanas debaixo d´água esperam urgentemente a presença do poder público para a limpeza das ruas, a pintura dos meio-fios, a presença maciça da Prefeitura. Esperam o mesmo esmero que dão na avenida principal. Porém somente os voluntários anônimos se fazem presentes.
Contudo nem de brilho é a nossa avenida principal. Inversamente proporcional ao progresso que chega aos olhos vistos, o descaso na Avenida Getúlio Vargas é flagrante, desde o Pórtico de boas vindas até a saída no Distrito Industrial. Isto sem escrever sobre a abandonada Avenida Frederico Dihl.
Urge a necessidade dos atuais ocupantes dos cargos saírem de seus gabinetes e ver “in loco” o malabarismo que faz o povo ordeiro desta cidade, no seu dia-a-dia, tanto ao sair de seus lares como ao chegar ao final do seu dia de labutas.

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