Sexta-Feira, 24 de Novembro de 2017 |

Editorial

E a vida continua

Por Redação em 06 de Março de 2015


Durante os últimos dias estamos vivendo algo anormal para o nosso dia a dia. Tônica de diversas edições a falta de segurança está marcada em todas as edições. Porém o preço que está sendo pago está longe, muito longe de ser absorvido. A total falta de gerenciamento e atenção devida faz com que corramos atrás dos prejuízos. A ceifa da vida de quatro adolescentes no último domingo trouxe com forte ímpeto a dura realidade a qual estamos expostos ao sairmos de nossas casas. Jovens ingênuos, no seu bairro, a poucos passos de suas casas literalmente foram extirpados do seu convívio familiar e social.
E a longa data já está sendo alardeado. A falta de segurança é crônica, é vital, porém os órgãos de segurança que deveriam estar nos dando esta tranquilidade de segurança correm agora atrás da tarefa não realizada no passado, ou seja, a prevenção, o estar presente lado a lado da cidadão. E esta distância cada vez maior dos órgãos de segurança deixa a vontade os meliantes, traficantes, pois sabem que poucos dias depois estarão novamente no mesmo lugar de onde saíram. E continuarão buscando o espaço que o Estado está desocupando.
De igual forma, os últimos acontecimentos climáticos ocorridos estão deixando a comunidade perplexa. Não se vê pelo poder público algo de concreto e eficaz para minimizar o seu sofrimento. Exemplos do abandono da cidade estão a olhos vistos e em todos os cantos da cidade. Exemplo digno de referência de descaso com o que é público é um simples pontilhão na rua Carlos Barbosa que a mais de dois anos está interrompido e sem perspectiva concreta de liberação da via. De igual forma o total despreparo e gestão da avenida Piratini. Tão falada “duplicação” da via que ficou nos primeiros metros e a comunidade pede socorro pelo desleixo e abandono a que está desprezada pelos poderes.
E por escrever estas linhas, as chuvas do inverno que estão por vir está deixando inquieta a população. As precipitações dos últimos dias, apesar de serem de grau razoável, deram um pouco da amostra do que está por vir. E o pós chuva, o atendimento da área da saúde, o social, o enfrentamento, a limpeza das bocas de lobo, uma nova canalização, nada é refeito. Os moradores atingidos estão ainda em seus lares contabilizando os repetidos prejuízos sabendo que não podem contar com o auxílio do poder municipal. Inérte este governo deixou passar os dois primeiros anos e agora a cobrança é maciça. E os dias estão passando e o discurso é só do passado, deixando pouco alento para o futuro. E a máquina pública inchando mais dia após dia, em detrimento a comunidade que lá os colocou.

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