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Editorial

E agora?

Por Redação em 15 de Agosto de 2014


Um fato inesperado, inusitado, assustador... mais um acidente aéreo que sacode os sentimentos dos brasileiros, mais uma tragédia se abateu sobre o País nos últimos dias, semelhante ao ocorrido há algumas semanas.
Com a queda de um pequeno avião caíram também os sonhos e objetivos de muitas famílias e, neste caso, de muitos outros brasileiros, seguidores de uma bandeira, de uma proposta. Anteriormente a queda de um helicóptero também apagou a alegria não só das famílias das vítimas, como também de milhares de torcedores, das mais diversas cores e flâmulas.
O Brasil perdeu Fernandão, foi o que sentimos com a morte do atleta que tantas alegrias deu ao esporte gaúcho e nacional.
O Brasil agora perde Eduardo Campos, um político respeitável, candidato à presidência da República e que representava a chance de mudanças àqueles que escolheram ser seus eleitores.
Nos dois casos fica um sentimento de vazio, uma sensação de que não há o que fazer, de que acabou o sonho, a esperança.
Mas no primeiro evento ficam as boas lembranças. O ídolo não se desfaz, até porque sua carreira como atleta já havia se encerrado e ele buscava outros objetivos.
Contudo, com relação ao candidato, sempre vai permanecer aquela sensação de dever não cumprido. De que poderia ter sido melhor, de que a solução para tudo acabou naquela trágica manhã de terça, de que o político reconhecido nacionalmente pelo seu trabalho partidário poderia ter sido o “Salvador da Pátria”.
Triste sina do povo brasileiro. Que perdeu Tancredo Neves às vésperas de sua posse no Palácio do Planalto e, por muitos anos, especulou sobre como teria sido e qual o verdadeiro motivo de sua morte.
Parece que esse também será o futuro de Eduardo Campos, pois as especulações já começaram, mesmo antes da coligação resolver sobre seu sucessor para as próximas eleições.
E nós, meros mortais, estamos preparados para o porvir? O que seguirá após a nossa partida? Prevista ou imprevista? Qual o nosso legado? Dos que partiram não podemos mais retocar, pois o passado é deles. O presente é nosso. E a nós cabe a melhor escolha de como nos localizar neste emaranhado do dia a dia. E que sejamos felizes nesta escolha.

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