Sábado, 29 de Abril de 2017 |

Editorial

E o 7 de setembro?

Por Redação em 02 de Setembro de 2016


O grande mês dos festejos alvoradenses já começou. É o mês do aniversário da cidade, a praça está lotada de galpões campeiros esperando o dia máximo da Revolução Farroupilha. As correrias do dia a dia estão sendo misturadas com os sons, bandeiras, distribuição de panfletos, pois estamos em plena época eleitoral. Quase tudo está permitido e se não fosse a falta financeira que assola a todos, certamente mais cabos eleitorais e carros de sons estariam rodando até os recantos da cidade.

Mas a primeira data festiva do mês e que é nacional está passando quase que despercebida. A data máxima da nação brasileira, a proclamação da Independência do Brasil. Ocorrida em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga em São Paulo tinha como primeiro objetivo deixar de ser uma colônia de Portugal que muito explorava o Brasil com altas cargas de impostos, a procura da identidade política própria entre outros grandes clamores.

Num passado muito recente, como podemos ver na foto de arquivo do jornal A SEMANA (ao lado), alunos de todas as faixas etárias acorriam sem uniformes padronizados, de chinelos de dedos ou mesmo descalços ao paço municipal para ver a chegada do fogo simbólico. A euforia tomava conta naqueles dias com desfiles que enchiam as ruas, salas de aulas com cartazes, temas relacionados com o evento e as fanfarras tilintavam pelos bairros.

Belos anos em que os alunos, mestres, professores e autoridades prestigiavam e se alegravam com a data. Os alunos eram escolhidos entre as centenas para guardar o fogo simbólico que ardia dia e noite. E a pira era lembrada dia após dia, pois ficava em frente à Prefeitura.

Resta hoje apenas a lembrança daqueles dias. Nos tempos atuais, tivemos as Olimpíadas, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, as paraolimpíadas que já começar, inúmeros motivos nos foram colocados a frente, esquecendo o quanto esta data marca a todos nós brasileiros.

E a nível local, nem sequer sabe-se hoje se haverá o tradicional desfile comunitário que há anos é marca registrada. Aliás, nos últimos tempos já não é mais tão tradicional, pois inúmeros “motivos” são apresentados para esvaziar os festejos desta data tão querida.

É necessário que se retome o brilho desta data pelos poderes constituídos, que se não tomarem a iniciativa façamos nós a nossa parte, pois os governos tem dia de entrada e também dia de saída. O povo sim, este tem data para ficar.

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