Quinta-Feira, 23 de Maro de 2023 |

Editorial

É preciso refletir sobre...

Por Redação em 06 de Janeiro de 2023


No apagar das velas do ano de 2022, uma novela teve fim com o leilão de parte das atividades desenvolvidas pela estatal CORSAN que foi arrematada pelo Consórcio AEGEA por R$ 4.151 bilhões. Atenderá em território gaúcho a mais de seis milhões de pessoas e que tem somente 20% do esgoto encanado.

E neste contexto, nós alvoradenses estamos inseridos. E todos os dias temos acesso parcial ou total a este serviço que está sendo tratado. E fica mais latente no período de verão quando o consumo da água é exponencial e quando sentimos nas torneiras o serviço oferecido. Desde os primeiros anos de estudo sabemos da qualidade da água: transparente (incolor), sem cheiro (inodora), sem gosto (insípida), porém o que chega atualmente deixa muito a desejar.

Adentrando vários lares é de imediato visto filtros de água, galões de água e águas minerais compradas onerando sensivelmente o custo final deste líquido tão precioso. Além é claro da busca incessante por este bem precioso em diversas bicas localizadas em diversos pontos na cidade. É a clara evidência de que o serviço que pagamos para obter a qualidade da água jorrando nas nossas torneiras está aquém da qualidade que deveria ser ofertada.

E com o passar dos anos a situação está ficando mais premente. E isso é sentido nas tubulações carcomidas pelas erosões das tubulações, o excesso de vazamentos em todos os recantos e a falta de investimentos maciços nos locais de captação e é reflexo direto na ponta da corda, ou seja, nas torneiras, nos chuveiros.

Entre os 317 municípios atendidos pela estatal, Alvorada é uma das maiores arrecadadoras de valores de contas d`água e de igual forma de impostos sobre o bem precioso. Mas observando os valores angariados e a contrapartida do efetivo investimento em nosso meio existe um imenso abismo. Os valores e impostos vão para outros municípios com pouca arrecadação deixando-nos a mercê.

Sim, é certo. Foram efetuados grandes investimentos em adutora, salas de máquinas, escritório, novas canalizações, registros. A contrapartida no embelezamento da Lagoa do Cocão, maquinários, ruas, ETE, praças e demais investimentos... porém é grande ainda o passivo para com o povo alvoradense. Que isso também seja colocado na balança quando da audiência pública que tem como tema a ser abordado as obras do esgotamento sanitário. Que não seja mais uma de tantas obras com previsão de início e sabe-se lá quando o seu término.

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