Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017 |

Editorial

Educação integral

Por Redação em 04 de Abril de 2014


Um dos maiores problemas que a sociedade atual enfrenta é a violência. Seja no trânsito ou na convivência diária, em bairros ricos ou em favelas, escolas, trabalho ou lazer, a violência preocupa e faz vítimas diariamente.
Somos uma geração marcada pelo medo e pelo desrespeito, onde se percebe uma grande diferença entre os mais velhos, seus princípios, atitudes, educação...
E é justamente na educação que está a esperança para as próximas gerações. É através da educação que podemos formar cidadãos com valores e princípios, capazes de definir seus próprios caminhos e competentes para guiar famílias, comunidades, empresas...
É o que queremos para nossos descendentes, não é?
Mas como chegar lá em um tempo em que a família segue tendo responsabilidade pela formação moral de seus filhos, mas não encontra tempo para acolher os pequenos com segurança?
Sim, porque hoje a estrutura familiar (e não estamos falando em pai, mãe e filhos) é economicamente diferente de 40, 50 anos atrás, quando os filhos eram criados pelas mães em casa, com segurança. Hoje as mulheres muitas vezes são a base financeira das famílias ou ajudam em muito no sustento de suas casas, quando não são as únicas provedoras.
Frente a essa realidade, cada vez mais, temos a necessidade de proteger nossas crianças, oferecendo às famílias a segurança de creches e escolas.
Nesse sentido está crescendo o número de creches públicas em nosso meio, com o objetivo de bem atender aos pequenos cidadãos. E neste sentido surgem as Escolas de Tempo Integral que gradativamente vão sendo implantadas em nosso Estado e que pretendem oferecer aos jovens gaúchos uma educação completa, ampla e de qualidade, tanto no que se refere à instrução, como também saúde e lazer.
Desta forma é possível enfrentar essa importante questão social e ir em busca de um futuro melhor para os nossos futuros adultos, cidadãos e, quem sabe, governantes.
Mas para que o novo sistema dê certo é importante que não hajam interrupções durante o ano, com paralizações de professores, falta de merenda, ou problemas estruturais nas escolas. É o modelo ideal, criando cidadãos ideais...
Cabe lembrar que Alvorada teve uma das primeiras Escolas de Turno Integral na região, a Leonel de Moura Brizola, que infelizmente passa por diversas dificuldades. Mas isso já é assunto para a outra semana.

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