Quinta-Feira, 23 de Novembro de 2017 |

Editorial

Inclusão total

Por Redação em 19 de Abril de 2013


Há alguns anos não era comum nos depararmos com pessoas deficientes, seja física ou mental, nas ruas da cidade ou nos ambientes de trabalho ou escolar.
As famílias que possuíam uma pessoa tida como diferente, a protegia em casa, longe dos olhos da sociedade e do convívio de estranhos. Mas será que essa era mesmo uma proteção à pessoa, ou uma forma da família se preservar de observações e atitudes nem sempre agradáveis...
Pois os tempos mudaram, e a palavra de ordem hoje é “inclusão”, um movimento que iniciou tímido na década de 80, mas que hoje é encarado com naturalidade nos mais diversos locais.
Há a inclusão de deficientes físicos dos mais diversos tipos e graus no mercado de trabalho, dos deficientes intelectuais nas escolas e, em muitos casos, também em empresas. E o principal, a inclusão na sociedade.
Temos e devemos aceitar os diferentes não só na família, na escola ou no trabalho, mas principalmente na sociedade. Nas rodas de amigos, no dia a dia, na conversa que surge na fila do banco, do supermercado...
Ser diferente não quer dizer que errado, ou nem mesmo certo. Cada um de nós, ditos “normais” também temos as nossas diferenças, nem sempre compreendidas por aqueles que nos cercam, e nem por isso somos apartados da sociedade.
Por outro lado, tratar todas as pessoas da mesma forma também é prejudicial. Pois as necessidades de cada indivíduo (e como o nome mesmo diz, é individual) devem ser identificadas e atendidas conforme os objetivos de cada um.
Mas essa inclusão que vai muito além da sala de aula e das consultas, necessita exatamente desses ambientes para preparar, não só o paciente, como também os seus familiares, para a vida.
E é aí que se destacam entidades como a APAE ou o recém instalado CEMAE de Alvorada. A primeira, tradicionalmente, atende pessoas com deficiência mental e que nos últimos anos veio ampliando sua atuação. A Associação é uma entidade filantrópica, de caráter cultural, desportivo, assistencial, de saúde, de estudo e pesquisa e sem fins lucrativos. Está atualmente passando por dificuldades no município, o que não a impede de ser referência no atendimento aos portadores de deficiência intelectual.
Já o segundo espaço, vinculado à Secretaria Municipal de Educação, pretende atender não apenas aos deficientes, mas também aos superdotados (outros que possuem enorme dificuldade em se adaptar ao mundo chamado de “normal”). Lá uma equipe de 20 profissionais trabalham em busca de inclusão e do bem estar de alvoradenses de todas as idades e diversos tipos de necessidades especiais.
Pois é assim, em busca de ajuda e do melhor atendimento, que podemos transformar a necessidade e oferecer a todos os cidadãos condições de desenvolvimento físico, intelectual, econômico e social.
Só seremos uma sociedade igualitária, quando todos tiverem condições semelhantes de viver e usufruir de suas qualidades e ultrapassar as dificuldades.

COMENTÁRIOS ()