Quinta-Feira, 27 de Abril de 2017 |

Editorial

Já dizia Darcy Ribeiro...

Por Redação em 10 de Fevereiro de 2017


As preparações para o novo ano escolar aconteceram e estão acontecendo nos períodos de férias. Férias para os alunos que puderam descansar brevemente as suas mentes frente aos estudos massivos do ano que passou. Esperamos que estejam inspirados novamente para mais um ano de labuta, trabalho e muito estudo.

As direções das inúmeras escolas municipais, estaduais e particulares neste período de descanso investiram em seu labor. Novos aparelhos de ar condicionado, ventiladores, adequações de salas de aula, pinturas, reformas de telhados e o que não podia deixar de acontecer: a escolha e atualização dos livros que acompanharão os alunos no decorrer do ano.

E de igual forma os dirigentes das instituições de ensino tiveram e outros estão tendo dias preparatórios com o corpo docente a fim de alinharem todos para tocar a frente a mesma causa: a qualificação da educação dos seus alunos. Árdua e magnífica tarefa dos professores, porém longe, muito longe do que eles necessitam a nível de salário e a busca de melhores qualificações pessoais.

Entraram governos e outros saíram, tendo todos eles um belo discurso de investimento na educação. Discursos altaneiros e que ficaram somente nas suas alocuções. E os quadros das estatísticas nos mostram que foi dado um grande passo atrás a nível nacional, bem ao contrário das falações eleitoreiras.

O antropólogo Darcy Ribeiro nos idos de 1982, em conferencia afirmou: Se os governadores não construíssem escolas, em 20 anos faltaria dinheiro para construir presídios. Hoje, somente 35 anos após, lamentamos ser esta a nossa dura realidade. Além do mais, um país em recessão profunda e com o mínimo para o investimento na educação e nos professores. Também, o preso custa hoje no nosso Brasil R$ 2,4 mil por mês enquanto que um estudante que cursa o Ensino Médio custa R$ 2,2 mil por ano.

E nossa Alvorada infelizmente faz parte deste contexto, desde a pré-escola até o Ensino Superior. Triste relato que poderia ser revertido no passado quando os mestres nos diziam para mudarmos de caminho e não o fizemos. Hoje é um alto preço, altíssimo valor que se paga. As gerações que nos sucedem nos perguntarão o porquê desta atitude tão inescrupulosa. Desta forma entramos para a história. Triste história.

Porém belas e gostosas histórias de instituições, alunos, professores que souberam dar a volta por cima. É só olhar para o lado que descobriremos ao nosso redor, o belo caminho a seguir, deixando de lado, momentaneamente, as preocupações que nos assolam todo o dia.

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