Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017 |

Editorial

Mais um grito de socorro

Por Redação em 20 de Março de 2015


Um grande patrimônio público da nossa cidade está pedindo socorro. E o pedido de socorro já vem a longa data, com o desmonte que está sendo proposto e a olhos vistos pela comunidade.
A diretoria do Sindicato dos Municipários de Alvorada novamente atravessa o Paço Municipal e se dirige ao Ministério Público denunciando o desmonte do serviço público. Já não bastasse as dezenas de dias parados minguando por direitos conquistados, voltam a tona em busca do que lhe é de direito.
E se não bastasse isso, o desmonte acontece na não efetivação de edital para provimento de centenas de cargos necessários. Dezenas são os que se aposentam, estão em licença e saem da função pública pelos baixos salários e desvalorização profissional. Longe de estar lado a lado com estes trabalhadores, oriundo desta base, o chefe maior do executivo municipal não os recebe e somente secretários subalternos tem autorização para recepcioná-los.
Indo ao encontro deste desmonte, conquista-se o número record em contratação de CCS (Cargos em Comissão) no passo municipal, exatamente no ano pós eleitoral. Na falta de cadeiras e salas para acomodar os “companheiros” a saída é a farra dos aluguéis. Inúmeros imóveis passam dias e dias alugados sem sequer terem utilidade razoável para o fim proposto. E a mercê tantos outros imóveis próprios abandonados e se deteriorando com o tempo. E milhões de reais em despesas que poderiam servir para construção de creches, equipamentos de postos de saúde, melhorias das vias públicas, etc. e etc. ...
Enquanto isso no Legislativo Estadual foi Lançada Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público. Entre outros objetivos é “garantir o que foi negociado no governo anterior, e de evitar o retrocesso em termos de carreiras e salários. Visa, também, a manutenção do caráter público do serviço. ... É preciso qualificar o serviço público para que o Estado possa atender aos que mais necessitam”, sendo estas as palavras da deputada Stela Farias, coordenadora da Frente.
São partidos idênticos porém com ações totalmente divergentes. O que a nível estadual é debatido e proposto que se continue, a nível municipal é inversamente proporcional. Prova disso são as inúmeras idas a outras instâncias pelos representantes do Sindicato para buscar o que lhe é de direito.
E quem sofre junto é a própria comunidade. Atividades simples que deveriam ser resolvidas em dias, levam semanas, meses, anos. E junto a auto estima dessa valorosa comunidade ordeira e trabalhadora que trabalha na busca de seus melhores dias.
Porém a comunidade teve um belo carnaval, ...

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