Domingo, 24 de Setembro de 2017 |

Editorial

Novos tempos continuam a sua espera

Por Redação em 03 de Julho de 2017


Mais apropriado como um prestigioso “queijo suíço”, as ruas esburacadas tomam conta de todos os bairros da cidade. E este panorama não é somente visto nos mais distantes locais do município, como naturalmente junto ao Paço Municipal e adjacências. Raríssimas são as vias que não necessitam de manutenção urgente, pois certamente estas são vias pequenas, de poucos metros.

Circulando um pouco mais avante, próximas das indústrias junto aos Distritos Industriais e empresas, estas que dão o seu devido retorno com impostos e empregos, a situação não é muito diferente. De norte a sul, de leste a oeste, o retrato é o mesmo.

O retrato para o passado ou o retrovisor também não é muito salutar. Abordamos nesta edição o descaso na administração passada com o público, ou melhor com a avenida Frederico Dihl, em que, após inúmeras campanhas para a sua duplicação e bandeira de partido na surdina, o caso ficou a deriva.

Ficou a deriva, porque conforme a Metroplan, em outubro de 2014 a cidade poderia ter sido contemplada com recursos na ordem de R$ 35,5 milhões o que contemplaria a duplicação da via nos seus 7 quilômetros.

Na contrapartida da Prefeitura não estaria nenhum alto recurso envolvido, somente deveria apresentar o projeto. Entretanto isso não aconteceu no prazo de dois anos e em dezembro de 2016 a verba foi cancelada.

Triste realidade para uma das principais avenidas da cidade, onde milhares de motoristas e pedestres a utilizam frequentemente. Hoje, ela possui 457 buracos nas duas faixas e inúmeros outros problemas para quem chega ou sai de Alvorada.

Este é um dos tantos casos que ronda a nossa realidade. Se os parcos ou grandes recursos tivessem sido aproveitados, certamente estaríamos vivendo dias bem melhores e não nas baixas colocações e estatísticas estaduais e nacionais.

Que o poder público, Legislativo, Executivo, Judiciário e entes que compõe a nossa comunidade se unam em um esforço fenomenal para sairmos desta situação, pois “pão e circo” já nos foi apresentado inúmeras vezes como sendo situações salvadores. Porém o presente prova que ficou somente no discurso.

COMENTÁRIOS ()