Quarta-Feira, 12 de Agosto de 2020 |

Editorial

O morador do Algarve também é alvoradense

Por Redação em 10 de Julho de 2020


Existem bairros distantes do centro da cidade. Existem bairros independentes do centro do município. O Jardim Algarve e o Porto Verde – bairros vizinhos e que muitas vezes se confundem – estão em uma região que se encaixa nos dois cenários. Fazem fronteira com Porto Alegre e Viamão e contam com um centro comercial forte e que, muitas vezes, não depende da Avenida Presidente Getúlio Vargas.

Quando se conversa com um alvoradense que mora naquela região, muitos dizem: “Tenho que ir lá na Alvorada pagar uma conta”. Falam isso como senão morassem em Alvorada e sim numa cidade a parte. Isso porque aquela região tem características próprias, como escolas, postos de saúde, hipermercados, restaurantes e um comércio forte. Lembra muitas vezes os centros praianos.

Contudo, o bairro tem problemas. A reportagem do Jornal A Semana esteve naquela região nos últimos dias – vocês, leitores, poderão ler sobre mais para a frente – e pode conferir como está a realidade dos dois bairros. Principalmente quando se fala em infraestrutura viária. Isso em locais como a Rua Canários, que já foi pauta deste veículo em diversas oportunidades ao longo dos anos.

Esses são problemas crônicos daquela região. Crônicos. Os moradores daqueles dois bairros – isso para não citar outros – sofrem há longos anos com o descaso das administrações que por ali passaram. Existem ruas que estão há cinco, dez e 15 anos (segundo relatos de moradores) sem receber manutenções da Secretaria de Obras e Viação (SMOV) para ter melhorias.

Por mais que os moradores daquela região falem, como de costume, falem de Alvorada como senão morassem nela, sim eles moram. E por eles serem residentes dessa cidade, é importante que recebam mais atenção do poder público. É inadmissível que um bairro daquele tamanho fique cinco, dez ou 15 anos sem receber manutenção em sua infraestrutura viária.

É necessário ter mais atenção com aquela e com outras regiões da cidade. Os bairros menos favorecidos ou mais distantes do centro sofrem com o descaso ao longo dos anos e a crise em que vivemos faz com que isso seja ampliado. É uma pena que não há dinheiro para fazer mais, porém soluções precisam ser pensadas. O que não se pode é o descaso com uma região tão importante como aquela.

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