Segunda-Feira, 28 de Setembro de 2020 |

Editorial

O muito é pouco frente às necessidades

Por Redação em 22 de Fevereiro de 2019


O espaço apertado das nossas ruas é de conhecimento de todos. Uma cidade nova na região metropolitana pensada conforme iam as carretas trazendo os mantimentos para os moradores ou levando provimentos e alimentos para a capital. Este trajeto, como contam os moradores antigos, deram o traçado gratuito à atual Avenida Presidente Getúlio Vargas, Frederico Dihl e tantas outras que fazem parte do cotidiano dos alvoradenses.

Porém os anos se passaram e o “progresso” veio com amplas construções ao largo das avenidas que teimam em ficar neste traçado por mais longos anos. Inúmeros estudos já foram realizados para desafogar o eixo central, mas continuam de gaveta em gaveta pois faltam verbas ou pouco interesse dos gestores municipais.

Quando as carroças passam pela avenida central está feito o retrato do passado. Transito trancado e calma para seguir em frente. Isso sem falar no mau cheiro quando o animal faz as suas necessidades, ficando ali os detritos jogados ao chão. E se não bastasse isso, o espaço ainda é disputado com ciclistas, skatistas, cadeirantes, etc. Todos eles a mercê da boa paciência, pois todos, ao mesmo tempo, querem ocupar o mesmo espaço.

Estudos para melhorar a situação existem e cada um, por sua vez, faz a sua regra. Inclusive, onde há poucos meses era proibido estacionar, como num passe de mágica, devido à implantação do estacionamento rotativo, é possível deixar os veículos.

E, para desafogar este trânsito, motoristas tentam buscar novos espaços para manobrar os seus veículos e ganhar alguns minutos. São diversos pontos, não somente na avenida principal, que acontecem os retornos indevidos e eles crescem na medida em que não existe a fiscalização efetiva.

Inúmeras verbas e projetos foram efetivados. Há poucos anos foi implantado um sistema de videomonitoramento em diversos pontos cruciais da cidade. Porém surgiram novas tecnologias e tudo foi abandonado, restando alguns postes que foram colocados estrategicamente com as referidas câmeras. O belo projeto, buscado a peso de ouro, durou poucos meses e se estivesse em funcionamento, com algumas adequações, tranquilamente poderiam amenizar o dia-a-dia da comunidade.

Na Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana (SMSMU) o máximo do valor que é investido é o mínimo frente às necessidades atuais. Uma boa gestão de olhar crítico às necessidades urgentes que afloram, minimizaria, com certeza, a vida dos cidadãos. Evitam eles, os motoristas, tomar as suas próprias iniciativas frente à falta de chegada junto às necessidades da comunidade.

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