Segunda-Feira, 29 de Maio de 2017 |

Editorial

O que há sob as lonas da praça

Por Redação em 25 de Julho de 2014


Lonas surgiram em meio à agitação do centro da cidade e muitas foram as expectativas que brotaram nas mentes de uma população carente não só de recursos financeiros, mas principalmente de cultura.
Seria a Feira do Livro chegando mais cedo este ano? Ou ainda um maravilhoso circo, que há muitos anos não recebemos em nossa cidade, pronto para alegrar nossos olhos e corações com seus palhaços, malabaristas, mágicos?
Não. Trata-se de um seminário internacional dirigido aos profissionais da educação de Alvorada que, em seu período de férias estão recebendo uma importante qualificação profissional. Por alguns dias a cidade recebe educadores, sociólogos, filósofos vindos do Velho Mundo e outros tantos de vários pontos desse imenso Brasil.
A oportunidade é ímpar, rara não só em Alvorada como também na Região Metropolitana, o que engrandece ainda mais a iniciativa da Educação alvoradense na Praça Central João Goulart.
Por outro lado não podemos esquecer que esses mesmos professores estiveram por dias no outro lado da avenida reivindicando melhorias ao lado dos demais servidores municipais. Os pedidos eram de melhores condições de trabalho, aumento no valor do vale-refeição, além do reajuste dos salários, transparência, ... Na oportunidade o diálogo com a administração municipal não foi fácil e os resultados ficaram aquém do esperado.
Assim, hoje podemos nos deparar com malabaristas e mágicos pela cidade. Não aqueles que gostaríamos, do circo... mas sim os professores e outros servidores públicos que conseguem equilibrar suas contas e chegar ao final do mês com dignidade.
E há ainda as piadas sutis dos “reis da alegria”, porque apesar do seminário internacional do qual participam, esses educadores não tem uma biblioteca municipal digna para lhes auxiliar na aventura que é ensinar. A mesma é errante, não tem endereço fixo e perspectivas somente a longa data.
Enquanto isso, uma alvoradense que se dedicou a compor um hino para sua amada cidade vê sua obra esquecida durante o principal evento educacional do município. E que os educadores tão bem fazem ecoar.
Mas não devemos usar um nariz vermelho, porque isso ofende os verdadeiros portadores desse divertido adereço...

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